Literatura Nativa em Família -

    Olívio Jekupé

    Editora Cintra
    2020
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-10: B085SZB2VK
    Português Brasileiro

    Consideramos que a arte salva a vida e, fazendo essa consideração, apresentamos a família Jekupé, em que todos os membros perceberam essa realidade e se dão as mãos para, escrevendo, sobreviver!! Tudo começou quando Olivio Jekupé, o pai e marido dessa família, que cursou Filosofia na Universidade de São Paulo, conseguiu publicar seus primeiros livros... Um longo caminho depois e Maria Kerexu, sua esposa, contadora de casos, histórias e lendas, à procura de preservar a cultura guarani, à qual pertence toda essa família, passou a relatar suas histórias para seus filhos, que as escreveram para que possam perdurar. O filho mais velho, Jeguaka Mirim, encantado com a possibilidade de continuar essa tradição, também escreve e nem só de letras impressas faz sua arte, mas também compõe raps que assina como Kunumi MC. Escritor ou rapper, sempre artista, é ele o jovem indígena que, na abertura da Copa de 2014 (a inesquecível 7x1 Alemanha/Brasil) estendeu a faixa DEMARCAÇÃO JÁ. Esse foi seu início como ativista/artista indígena. De lá para cá vieram as páginas escritas, impressas e as letras de rap com que chama o povo a reconhecer a importância desse e outros povos indígenas, nossos ancestrais nesse nosso jovem país. País jovem demais para ter memória tão curta. E, para finalizar, a família aumenta e escreve também um dos irmãos de Jeguaka Mirim, Tupã Mirim, neste livro representado por escritos que não deixam dúvida... é preciso escrever para sobreviver e na arte se proteger!

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    Matheus Monteiro16/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um livro com muitos ensinamentos

    Reunindo textos da família de Olívio Jekupé, o livro traz desde histórias do povo Guarani, há narrativas sobre a importância da autoria indígena, e da importância da preservação do conhecimento de um povo e o passar para os familiares. O último conto é o mais impactante ao fazer, pela interpretação que eu tive, um paralelo com a jornada de Olívio como escritor e também trazendo a discussão sobre as diferenças de experiências entre indígenas urbanos e aldeados. É um livro fluído, com histórias fascinantes, algumas divertidas (como a do Cachorro e da Cobra), outras emocionantes (a jornada de um rapaz indígena com a vida adulta, a felicidade e como ela aparece de formas que não esperamos), e outras que mostram essa importância da autoria indígena como forma de manter os conhecimentos e mostrar as vozes da floresta.

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