Kerri, por quê?? Essa resenha conterá ⚠️spoilers⚠️, visto que ainda estou tentando entender o que foi esse livro ou o que tem sido essa série até aqui.
Sem entrar em muitos detalhes, a autora cometeu o mesmo deslize do primeiro livro: DESENVOLVA SEUS PERSONAGENS!
A história contém: príncipes infernais que são os próprios pecados capitais, bruxas, demônios, criaturas infernais, maldições, assassinatos misteriosos e diversas outras coisas interessantíssimas que a autora consegue deixar chato.
A ideia dela é maravilhosa, mas novamente, ela morreu na praia com o desenvolvimento da mesma, nadou bem pouco, Kerri.
• Romance: o romance dos personagens centrais não desenvolve. Ambos sabem o que querem, ficam indo e vindo o livro todo, literalmente. No primeiro livro era ok o desenvolvimento lento, mas agora já não dá pra aceitar, eles são NOIVOS, e desde o início do livro se fala na consumação do casamento pra que ela seja a Rainha do Inferno (ela n sabia dessa parte, mas tudo bem). Não posso deixar de comentar sobre a cena final, o último parágrafo do livro, a autora quis criar uma ponte, uma cena instigante que fizesse com que o leitor/a ficasse interessado, mas sinceramente, forçou, demais. O livro termina com a Emilia chamando o Wrath pra cama! Ah pelo amor. Preguiça.
• Maldições e assassinatos: nenhuma resposta. Ela não amarrou uma pontinha sequer solta do primeiro livro. Quando teremos respostas? Tenho a sensação de que a própria autora se perdeu na história. Ela só incrementou a trama com mais mistérios, mas isso não foi "Wow o que tá acontecendo", foi mais um "que merda vc tá fazendo, Kerri???"
A Emilia é a primeira bruxa? Essas visões do passado dela, e a criatura se importou tão pouco como se fosse super natural ter lembranças de acontecimentos que você nem se lembra ou viveu. Literalmente BURACOS na vida da garota.
Mistérios são bons, mas boas respostas vem a calhar vez ou outra, ou tudo se torna extremamente maçante e sem nexo.
• Vittoria: é sério? O que acontece com essas gêmeas? O motivo de todo o sofrimento da Emília, o pontapé inicial da invocação do Wrath, da busca pelas respostas, das tristezas da irmã. A menina tá VIVA. Não sei se acho isso bom ou não. Não me surpreendeu, foi só mais uma coisa a ser explicada.
Nessa história a autora venda o leitor de tal forma forma, que é desconcertante ainda se manter algum desejo em continuar por esse labirinto mal construído.
• Os príncipes infernais: um livro todinho no inferno, com a personificação dos pecados capitais como príncipes infernais (pra mim, isso é interessantíssimo) e vemos interações entre os outros príncipes pouquíssimas vezes, é quase nulo.
No único momento em que haveria um encontro entre todos, na fatídica Festa do Lobo, foi tudo um verdadeiro tédio.
Eu poderia citar vários pontos de que não gostei e que realmente empobrecem a história como um todo. E pode ter certeza, não falei nem de metade das coisas que ficaram sem respostas ou foram horrivelmente apresentadas. Foi uma encheção de linguiça sem fim. A ideia da autora é maravilhosa, realmente. É triste ver o quanto ela está se perdendo na trama.
Enfim, leiam por sua conta e risco.
Me apeguei a ideia da Kerri - então provavelmente tentarei o terceiro volume da série quando for lançado -, contudo odeio a forma como ela narra a história. É um desenvolvimento extremamente pobre, e a sensação que tenho é de que ela não melhorou em absolutamente nada do primeiro livro em relação a esse. Apenas me iludi com a sinopse e primeiros cinco capítulos, logo ficou tremendamente claro o fato de não haver amadurecimento/aprimoramento na narrativa.
Finalizo a resenha com a sensação do quanto esse livro poderia ser melhor. Infinitamente.
Pobre de nós leitores que não podemos ter tudo o que queremos.