Então, a força está em juntar vivências e enxergar adiante, sem, contudo, esquecer-se de onde veio (e de quem veio). A luta é não permitir que tudo "vire coisa", o amor termine no mercado e as relações se tornem superficiais. As memórias estão na linha dialógica, a partir das primeiras experiências e, ali mesmo, Vida e Intensidade se encontram em uma "lancheira de Poesia" e em gratidão! Fica a dialética: a luta cotidiana, nos Monólogos feitos com o giz à mão, lançados no caminho como "salvação". A Poesia brota e destila e, sem ser nomeada, abre caminho e sustenta o Poeta pelo mundo (é provocação ao Diálogo!). Quando tudo parece esvair-se na noite, aparecem o pão e o fogo sagrado! A percepção histórica está presente - e a amada, o antissemitismo, os lugares do encontro, a aula e o pátio. Ele não é um homem triste ou morto – o poeta canta e não morre, é intenso! Primeiro aprende; depois, ensina, honrando mestres e alunos no mesmo afeto! Ao lado, e para além, está o Eterno - a religião é recusada: "viver mais e rezar menos". Condena o mercado e a coisificação do ensino, as relações virtuais, a massificação e o descaso com o "natural". E não abre mão de: "em Napoli gritamos, porque o Poeta insiste em viver com alma, em ser doce e humano apenas", e ali "o vinho é servido em jarras". Tishrei, 5770
