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    A Cabeça de Fernando Pessoa -

    Luís Filipe Cristovão

    Ardósia
    2009
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-13: 9789729948756
    Português Brasileiro
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    Luís Filipe Cristovão

    Um poema sem o corte do verso. Este é o melhor modo de apresentar a poesia de Luís Filipe Cristóvão. O autor português, de escrita prolífica, tem 30 anos de palavras acumuladas na cabeça, escreve diariamente em seu blogue “o homem que queria ser luís filipe cristóvão”, pedaços de histórias, ideias para porvires. Lá, como ele mesmo diz, “escreve o poema de todos os dias, a passar no calendário automático do nosso computador pessoal”. Em seu mais recente livro publicado “A Cabeça de Fernando Pessoa”, (em 2009, com o selo da editora Ardósia, coleção Pasárgada) o poeta é todo provocação. Estabelecendo uma nova relação com a escrita e seus modos, obriga o leitor a investigar a sua própria identidade, sua noção de pertencimento, como também a identidade do poema. O que faz um poema ser poema? O poeta puxa nosso tapete, em Rua Kazuo Dan (parte do livro A cabeça de Fernando Pessoa) -Poemas? O leitor se pergunta, onde estão os versos? Cadê a poesia? E pode? Pode poema sem verso cortado? Pode sim! Luís Filipe mexe com nossa antecipação leitora, rompe com nosso ritmo, obriga-nos a pensar. É puro noochoque, ante ao choque sermos capazes de pensá-lo, não se trata de nós caros senhores, o que está em jogo aqui é a própria literatura: «A literatura / ou caça baleias / ou não faz nada.»(p.37) Ainda em 2009, figura ao lado de Altair Martins, Cardoso, Gonçalo M. Tavares, João Pedro Mésseder, Luandino Ferreira, Luís Fernando Veríssimo, Manoel de Barros, Marcelino Freire, Maria Valéria Rezende, Nelson Saúte, Olinda Beja, Ondjaki, Patrícia Portela, Patrícia Reis, Pepetela, Reginaldo Pujol Filho, Rita Taborda Duarte, Rogério Manjate e Xico Sá, no livro “Desacordo Ortográfico”. O livro é uma provocação ao pensamento do igual e uma exaltação da diferença, publicado pela Não Editora. Em 2008, lançou “Santa Cruz”, uma carta de amor ao lugar onde vive, com fotografias de Ozias Filho, publicado pela Livrododia. Em 2007, foi a vez de “E como ficou chato ser moderno”, pela mesma editora, um conjunto de poemas que teve grande divulgação em todo Portugal. Na Espanha publicou “Pequena antologia para o corpo”, um conjunto de poemas sobre a infância e parentalidade, com o selo do Ayuntamento de Punta Umbria. Tudo havia começado, porém, em 2005 com o livro “Registo de Nascimento”, pela editora Livrododia. Além dos livros, escreveu e contribuiu com poemas e artigos para várias revistas e jornais, dentre eles, Quase, Sítio, Os fazedores de Letras, Sulscrito, BMag, Transversal, Frente Oeste e Baladas. No Brasil, tem escritos na Bagatelas e no Portal Literal. Na Espanha, tem artigos na Caravansari. E ainda três antologias de Poesia, “Os dias do amor”, Ed. Ministério dos Livros, 2009, Portugal; o já citado “Desacordo Ortográfico”, pela Não Editora, 2009, Brasil; e um conto infantil na antologia "Contos Contigo", Livrododia, 2006, Portugal.

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    Torres Vedras, Portugal

    Luís Filipe Cristovão