O quarto cordel que li sobre o coronavírus. Um deles explora o imaginário, correlacionando a pandemia essencialmente à ação demoníaca, e o de leitura no momento está alinhado com a educação em saúde dos outros dois.
Foi idealizado por jovens estudantes, não tem o primor rocambolesco do trovadorismo popular e tem meu respeito pela visão de colaboração com a sociedade.
Trabalho bem organizado, seja pela síntese básica relacionada à covid, seja pelas ilustrações de valorização à estética tradicional da xilogravura, seja pelo cuidado editorial (a obra tem até ficha catalográfica e ISBN, algo pouco comum no universo dos cordéis).
Leitura no contexto da vacinação (demorada e extremamente seletiva, mas bem-vinda) contra a covid em Macapá...
Fiquei invocado esses dias com a televisão local, pois um dos mais influentes telejornais, no dia que iniciou a campanha de vacinação, me vem com reportagem também celebrativa ao carnaval... Que irresponsáveis! Não gosto do festejo, mas cada um viva suas escolhas, desde que não prejudique os outros. Acredito, porém, que não é momento para essas evocações, pois os casos positivos e mortes na pandemia estão em índice alto, o serviço de saúde está saturado e muita gente está por aí vivendo como se o amanhã não existisse, dispostos a fazer mais besteira do que tem feito, só precisando de estímulos para por mais bosta no ventilador... Esses jornalistas sem noção me vem e começam a exaltar o carnaval... Mesmo que não seja a intenção, incendiando ânimos.. SERENEM O POVO, SEUS MALACABADOS!