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    Fabulous Monsters - Dracula, Alice, Superman, and Other Literary Friends

    Alberto Manguel

    Yale University Press
    2019
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: B07X6QHCJ2
    5
    2 avaliações
    Leram3Lendo0Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados1Avaliaram2

    An original look at how literary characters can transcend their books to guide our lives, by one of the world's most eminent bibliophiles Alberto Manguel, in a style both charming and erudite, examines how literary characters live with us from childhood on. Throughout the years, they change their identities and emerge from behind their stories to teach us about the complexities of love, loss, and the world itself. Manguel’s favorite characters include Jim from Huckleberry Finn, Phoebe from The Catcher in the Rye, Job and Jonah from the Bible, Little Red Riding Hood and Captain Nemo, Hamlet’s mother, and Dr. Frankenstein’s maligned Monster. Sharing his unique powers as a reader, Manguel encourages us to establish our own literary relationships. An intimate preface and Manguel’s own “doodles” complete this delightful and magical book.

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    Luciana Darce picture
    Luciana Darce14/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    'Somos filhos de espíritos de tinta e papel': os Monstros Fabulosos de Alberto Manguel

    Desde o primeiro livro que li de Alberto Manguel, encantei-me com seu estilo: a mistura de pessoal e acadêmico, da forma como suas memórias se misturam com as análises certeiras, por vezes surpreendentes. Confesso que os romances dele não me interessam tanto, mas não consigo resisti-lo como ensaísta - seus trabalhos como crítico e estudioso da literatura estão entre meus favoritos no gênero. Assim é que eu não tinha como resistir a Fabulous Monsters, especialmente com um título tão curioso como esse. A proposta do livro explicitada no prólogo - analisar personagens de histórias que crescem conosco, interpretações que mudam com nosso amadurecimento e diferentes pontos de vista - têm muito a ver com o conceito de personagens flutuantes do qual andei falando muito aqui pelo blog. Mas ele vai um pouco além disso: personagens de ficção não se tornam apenas reais através de nossas leituras, como se tornam parte de nossa própria genealogia ou, nas palavras dele próprio “biologia nos diz que descendemos de criaturas de carne e osso, mas intimamente sabemos que somos filhos e filhas de espíritos de tinta e papel”. Em capítulos curtos - ilustrados por ele mesmo com um traço bem amador, que adiciona ao humor que ele traz a muitos desses pequenos ensaios - Manguel explora personagens de obras consagradas por todo o mundo, tanto na literatura ocidental como oriental. E não se restringe ao clássico: ele vai de Shakespeare aos quadrinhos, da Bíblia a contos infantis e folclóricos. Algumas de suas escolhas e análises são surpreendentes, como no capítulo dedicado a Gertrude, mãe de Hamlet; ou a fantástica costura do conto bíblico de Jonas e a Baleia com o papel do artista numa sociedade capitalista. Moby Dick, Frankenstein, Chapeuzinho Vermelho e até o Sítio do Pica Pau Amarelo sucedem-se numa bibliografia sem limitações. As reflexões apresentadas por Manguel em Fabulous Monsters são certeiras e demonstram bem como a literatura consegue dialogar com os fatos do cotidiano - lembraram-se de alguns dos debates mais animados do clube do livro, quando conseguíamos ligar enredos seculares com temas do dia no noticiário, provando a atemporalidade e universalidade de seus enredos. Suas metáforas são elegantes, mas não menos ferinas por isso. Os ganchos que ele puxa para questionar figuras políticas contemporâneas são muito inspirados e seu sarcasmo é soberbamente aplicado. E como todo mundo sabe por aqui, não posso ler uma ironia bem feita sem me apaixonar pela obra. Divertido, provocante, inteligente e muito pessoal - afinal, essa é uma lista de personagens favoritos do Manguel - Fabulous Monsters entrou já na minha lista de favoritos do ano, e me abriu o apetite para reler as outras obras de Manguel que tenho na estante. E, quiçá, talvez até escrever minha própria lista de monstros fabulosos que me acompanham desde que me descobri como leitora. Um projeto a se pensar...

    10 curtidas

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    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Alberto Manguel

    Nasceu em 1948, em Buenos Aires, e é hoje cidadão canadense. Passou a sua infância em Israel, devido ao seu pai ser embaixador argentino nesse país. Completou os estudos no Colégio Nacional de Buenos Aires, nunca chegando a frequentar qualquer curso universitário. Em 1968 transferiu-se para a Europa e, à excepção de um ano em que esteve de volta a Buenos Aires, onde trabalhou como jornalista para o periódico La Nación, viveu na Espanha, França, Inglaterra e Itália. Enquanto esteve na Europa ganhou a vida como leitor para várias editoras como a Gallimard, Denöel, Les Lettres Nouvelles, em Paris, Calder & Boyars em Londres e exerceu o cargo de editor estrangeiro na Editora Franco Maria Ricci em Milão. Autor de livros de ficção e não ficção, também contribui regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Atualmente vive em Buenos Aires, onde é diretor da Biblioteca Nacional.

    35 Livros
    91 Seguidores
    Buenos Aires, Argentina

    Alberto Manguel