Berço da ordem e do progresso. 🇧🇷
A autora descreve duas características fundamentais de Dom João VI como um governador de sucesso. A primeira; sua diplomacia, tanto com as nações do velho quanto do novo mundo. Realmente, sabemos que graças a sua destreza foi o único que conseguiu escapar de Napoleão, ou antes, nas palavras do próprio: o enganar. Mas é em sua segunda característica que ela vai se aprofundar. Sendo ela os seus projetos civilizatório e cultural. Contando com a imprensa, o teatro, a acadêmia militar e a biblioteca como seus instrumentos de poder político. Todas e cada uma delas fundamentais para a sustentação da Monarquia, porém não usadas apenas em benefício próprio, mas também para o progresso da nação. 1. A imprensa principal meio de condução e formação de opinião pública. 2. O teatro como setor pedagógico dos valores morais e condutas desejadas. 3. A acadêmia militar como meio de formação intelectual de seus súditos, preparo na arte da guerra e formador de mão de obra eficiente. 4. A biblioteca que preservava nela a memória dos grandes feitos da monarquia. Continha um acervo rico e gigantesco. Representante de sua grandeza, soberania e intelectualidade. Principalmente na era do iluminismo. Poderia citar muito mais, mas a autora descreve os pormenores de cada uma dessas instituições e a sua importância no contexto da época. Eu achei muito interessante. O livro revela seus grandes feitos sem esconder como El Rei Dom João VI usou de cada uma delas para tornar possível seus anseios para a nova nação e manter a sua coroa. Fez de tudo para que o Brasil se tornasse tão evoluído quanto os mais evoluídos da época. Com a intenção de tornar o Brasil parte do seu Império não mediu esforços e recursos para o progresso da nação tornando cada um desses projetos possíveis. Se realmente há um governador que governe para e pelo povo, esse alguém parece ter sido Dom João VI. Apesar de nem tudo ser um mar de rosas, o livro trás a impressão de que sim, é possível.

