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    El sueño del celta -

    Mario Vargas Llosa

    punto de lectura
    2011
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788466324991
    Espanhol
    4
    30 avaliações
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    La aventura que narra esta novela empieza en el Congo en 1903 y termina en una cárcel de Londres, una mañana de 1916. Aquí se cuenta la peripecia vital de un hombre de leyenda: el irlandés Roger Casement. Héroe y villano, traidor y libertario, moral e inmoral, su figura múltiple se apaga y renace tras su muerte. Casement fue uno de los primeros europeos en denunciar los horrores del colonialismo. De sus viajes al Congo Belga y a la Amazonía sudamericana quedaron dos informes memorables que conmocionaron a la sociedad de su tiempo. Estos dos viajes y lo que allí vio cambiarían a Casement para siempre, haciéndole emprender otra travesía, en este caso intelectual y cívica, tanto o más devastadora. La que lo llevó a enfrentarse a una Inglaterra a la que admiraba y a militar activamente en la causa del nacionalismo irlandés. También en la intimidad, Roger Casement fue un personaje múltiple: la publicación de fragmentos de unos diarios, de veracidad dudosa, en los últimos días de su vida, airearon unas escabrosas aventuras sexuales que le valieron el desprecio de muchos compatriotas. El sueño del celta describe una aventura existencial, en la que la oscuridad del alma humana aparece en su estado más puro y, por tanto, más enfangado. Una novela mayor de Mario Vargas Llosa.

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    Aguinaldo Medici Severino01/02/2011Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    el sueño del celta

    Comprei este "El sueño del celta" na feira do livro de Porto Alegre. O povo da feira que trabalha com livros importados em espanhol (o Miguel da Calle Corrientes e os distribuidores da Sur e da Maneco) estavam muito animados, pois o livro chegou uns poucos dias depois de seu lançamento mundial, que ocorreu exatamente um mês atrás, no último 03 de novembro. Li em algum lugar que foram 500 mil exemplares nesta primeira fornada, metade para o mercado espanhol e outra metade para o mercado americano (das américas do sul e do norte, grande é este continente). O lançamento em grande escala aproveitou a recente outorga do prêmio Nobel à Vargas Llosa pois fazia tempo que um sujeito que escreve em espanhol não ganhava (o anterior foi Octávio Paz, em 1990). Emendei a leitura deste longo romance com os outros projetos que já havia iniciado (são tantas as leituras de final de ano, este é mesmo o único jeito de se seguir em frente). Não posso dizer que gostei deste livro. Trata-se de um romance histórico, onde Llosa conta os sucessos da vida de um sujeito chamado Roger Casement, um irlandês que foi dos primeiros a denunciar os crimes cometidos pelos exploradores europeus na África, notadamente no Congo Belga (ou Zaire, ou a atual República Democrática do Congo). Ele também foi dos primeiros a denunciar - na condição de cônsul - os crimes cometidos contra os indígenas da região de exploração de borracha na amazônia peruana e colombiana do início dos anos 1910. Além destes lugares ele foi cônsul inglês em Lisboa, no Rio de Janeiro e no Pará. Tornou-se cavaleiro do Império Britânico por seus serviços prestados. Nos últimos anos de sua vida engajou-se na luta pela independência da Irlanda e foi condenado a forca após o desastre do levante da páscoa irlandês de 1916 (propositalmente o livro terminou de ser escrito no 19 de abril de 2010, exatamente 84 anos após esta tentativa frustada de independência irlandesa - Vargas Llosa sabe um tanto de marketing). O livro é dividido em duas series de histórias que se alternam. Em uma acompanhamos a biografia romanceada de Casement. Começa com sua educação formal, sua inserção no elitista corpo diplomático inglês do final do século XIX e sua primeira viagem à Africa, no grupo de exploradores comandado por Henry Stanley, um dos sujeitos que grangearam fama no processo de colonização da África. Os capítulos seguem até os dias que antecedem a primeira guerra mundial, suas viagens ao interior da Irlanda, suas gestões com os revolucionários irlandeses nos Estados Unidos e com os membros do alto comando alemão, de quem pretendia receber ajuda na luta pela independência. Os outros capítulos tratam dos últimos dias de Casement na prisão, desde quando recebe sua sentença de pena de morte, reencontra alguns amigos, conversa com o sheriff da prisão e segue até os momentos que antecedem sua morte. Trata-se de um personagem interessante, pouco conhecido e ambíguo o suficiente para merecer esta espécie de resgate histórico promovida por Llosa, mas ao mesmo tempo o sujeito retratado no livro é de uma ingenuidade e/ou estupidez atroz, que se deixa enganar pelo serviço de contra-espionagem inglês de formas quase bisonhas. Como um sujeito como ele pôde ser umas das principais lideranças de sua época e acreditar que uma insurreição contra os ingleses daria certo? A campanha de difamação contra Casement, promovida pelo governo inglês, aparentemente diminuiu o reconhecimento dele como uma liderança importante na independência. Apenas em meados dos anos 1960 seus restos mortais foram levados a Irlanda e seu nome incluído no panteão dos heróis da pátria. Talvez os verdadeiros revolucionários tenham de ter mesmo uma cota de loucura maior que a média, além de uma completa inaptidão para a realidade, por falta de sabedoria prática, vai-se saber. Como panfleto, como livro dedicado a incentivar uma causa nobre, "El sueño del celta" até funciona, pois gostamos de conhecer personagens assim, mas como literatura, algo que assombre e estimule o leitor, este livro deixa muito a desejar. Certamente há coisas mais poderosas de Vargas Llosa para se ler. Preciso voltar a elas um dia destes. [início 17/11/2010 - fim 03/12/2010] "El sueño del celta", Mario Vargas Llosa, editora Alfaguara, 1a. edição (2010), brochura 15x24 cm, 455 págs. ISBN: 978-987-04-1644-9

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