Batalhas sangrentas, os amores e as agruras, com negros fugidos no mato, um exército dos fidalgos e índios que comem gente, neste épico histórico arrebatador, por uma das novas vozes da literatura brasileira contemporânea. Quando fidalgos expulsam os invasores holandeses do Nordeste, sua máquina de guerra volta-se para o interior, para a grande região de Palmares, lar de povoações fortificadas dos negros e de tribos selvagens remanescentes. O objetivo dos senhores: recapturar milhares de escravos e dominar o território. O competente sargento Ernesto, negro nascido livre, filho de uma ex-escrava e um português, é o enviado para traçar a rota de ataque para o exército dos senhores, acompanhado de um índio como guia. Porém, no caminho, Ernesto irá se deparar com um mundo desconhecido por ele. A mata de Palmares é pontilhada por pequenas e grandes vilas, gente trabalhando a terra, as grandes malocas sobressaindo-se na mata. Ele vai conhecer Diara, uma bela guerreira disposta a morrer pela liberdade. E vai se deslumbrar com os topos dos morros rodeados por muros e torres defensivas, fortalezas protegidas por guerreiros pretos. Agora Ernesto terá que decidir de que lado lutar no embate iminente: a batalha pelo destino de Palmares e do Brasil. Ao mesmo tempo, Teresa, mucama de um poderoso fidalgo, vai enfrentar violências, com uma força que aprende a conhecer, para um papel decisivo na trama. Você vai vivenciar esta jornada, os heróis e os vilões, entre soldados e guerreiros, capitães do mato, negros que buscam vingança, rainhas pretas, escravas de casa e poderosos fidalgos. Uma aventura eletrizante no estilo “não consigo parar de ler”.
Novo Mundo em Chamas -
Víktor Waewell
Uma Baita Ficção Histórica
Fala galera, hoje estou aqui para trazer a resenha de um dos melhores livros que li no ano até agora. Uma ficção histórica nacional, com as guerras quilombolas como plano de fundo. Uma história incrível, cheia de ação e muito bem escrita. Ernesto é um negro nascido livre, filho de uma ex-escrava e um português. Além disso, Ernesto é um sargento que lutou pelos portugueses para derrotar os holandeses que vieram se instalar no nordeste. Além de não concordar com o que os holandeses faziam aqui, Ernesto tinha a esperança de que suas dívidas com a forja, onde o avô trabalhava, fossem pagas. Após a guerra com os holandeses, tudo que Ernesto queria era trabalhar tranquilo em sua forja e cuidar do seu filho, se afastar das guerras, mas a vida acaba forjando outros planos para ele, e os senhores portugueses acabam convocando-o para uma nova batalha. O que eles querem é invadir os quilombos que estão ameaçando a soberania portuguesa e recapturar milhares de escravos e dominar o território. Cabe a Ernesto, junto com o índio Inaiê como guia, observar o local para repassar aos senhores e descobrir a melhor forma de atacar. Mas as coisas não vão ser tão fáceis para Ernesto, já que ao procurar Palmares o sargento vai começar a criar dúvidas e outras coisas que também vão fazer com que se questione sobre o que é melhor para ele e para seu filho. Novo mundo em chamas é um baita livro, uma ficção histórica que não fica devendo em nada para as obras internacionais. É um livro muito bem escrito, com capítulos bem curtos e uma linguagem extremamente fluida, que faz você devorar a leitura rapidamente. O processo de pesquisa do autor foi muito bem trabalhado, contando com uma parte no fim do livro onde ele explica boa parte do processo, e o que é real e o que é ficção. Vale a pena ler. O livro é bem visual também e, ao ler, é muito fácil de imaginar todas as cenas que estão acontecendo ali, seja as mais paradas ou seja de ação. Aliás, tem muita ação. O livro tem um equilíbrio muito bom entre cenas de ação, partes tensas e partes mais calmas. Grande parte dessas cenas também se devem aos personagens que são muito bem construídos. Não só o Ernesto é um bom personagem, como um dos vilões também. Jeremias é um sujeito que faz você sentir raiva do início ao fim. Invejoso e ambicioso, ele quer fazer de tudo para alcançar seus objetivos, não importa o que tenha que fazer. Existem outros personagens e locais também que merecem destaques, por terem sido reais, e são representados de forma real (desculpem a redundância), sem os floreios que nos passam na escola por exemplo. Mas na minha opinião o melhor personagem é o índio Inaiê, esse sim ganhou minha atenção desde a sua primeira aparição, e suas falas foram as que mais levaram meus post-its. Ele é fictício, mas nós certamente desejamos que fosse real enquanto lemos. Já disse ao autor que o que ele lançar eu pretendo ler. A obra é incrível e o autor tem muito potencial. Eu consigo ver claramente essa obra sendo transformada em uma minissérie. Se tudo que ele lançar for nessa qualidade, certamente já tem um leitor assíduo. O livro se encontra tanto físico como em e-book, recomendo demais a leitura e espero que vocês possam ler, porque certamente não irão se arrepender.
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