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    Ratos de Cemitério (Safra Vermelha) - E Outros Casos Estranhos do Detetive Steve Harrison

    Robert E. Howard

    AVEC Editora
    2021
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9786586099669
    Português Brasileiro
    3.9
    29 avaliações
    Leram31Lendo0Querem32Relendo0Abandonos1Resenhas6
    Favoritos1Desejados32Avaliaram29

    Steve Harrison é um detetive durão. E não podia ser diferente, pois em River Street, o bairro mais barra-pesada de uma grande metrópole norte-americana dos anos 1930, os perigos muitas vezes beiram o sobrenatural. Enfrentando feiticeiros, senhores da guerra orientais, ladrões de túmulos e assassinos monstruosos, Harrison luta para manter a ordem e a justiça. Combinando elementos de horror e fantasia com a narrativa policial típica dos pulps; Robert E. Howard criou um universo único e fascinante.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Camila Campos Morelli picture
    Camila Campos Morelli16/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Nesses momentos, a paixão por morrer, e morrer lutando, é quase igual ao desejo de viver"

    Conhecido como o criador de Conan, o Bárbaro, Howard é um autor que dominou diversos gêneros, desde o terror até a aventura, com uma escrita vibrante e personagens marcantes. No entanto, em "Ratos de Cemitério e Outros Casos Estranhos do Detetive Steve Harrison", nos deparamos com ele explorando o seu lado policial misturado ao horror sobrenatural, oferecendo uma série de contos intrigantes. Um fato curioso é uma nota da editora, logo no começo do livro que deixa claro que "Os textos reunidos foram concebidos e publicados pela primeira vez em 1930, época em que os mais diversos preconceitos de raça e gênero eram propagados livremente, tanto no cinema quanto na literatura" e avisa que estes preconceitos não representam a visão do organizador da obra e da editora. Com isso dito, o livro traz histórias centradas em Steve Harrison, um detetive da década de 30 que enfrenta crimes fora do comum. E conforme lemos, notamos que o personagem é diferente de alguns detetives comuns. Harrison não se limita a investigar assassinos ou ladrões já que suas investigações o colocam contra mistérios que desafiam a compreensão humana. Em "Ratos de Cemitério", o conto que dá nome ao livro, Harrison se vê imerso em uma atmosfera onde é obrigado a confrontar horrores além do natural. E já começamos com ele tendo que investigar desaparecimentos e mortes que parecem ter relação com um antigo cemitério, onde acaba descobrindo que o perigo que ronda a cidade é muito maior do que ele imaginava. E temos alguns elementos como rituais bizarros, criaturas estranhas e uma trama que desafia a sanidade que tornam esse conto uma leitura maravilhosa para quem gosta do gênero! O desenvolvimento de Harrison ao longo das histórias é sutil, mas notável. Howard constrói um personagem que é, ao mesmo tempo, desafiador e resiliente. Em cada conto, vemos como Harrison se adapta mesmo quando tudo aponta para o impossível. Ele é um personagem de ação, mas também de reflexão, e essa mistura é o que o torna um protagonista que nos mantém vidrados em cada página. Além de Harrison, o autor apresenta personagens secundários que enriquecem as tramas. Desde vilões intensos e misteriosos até vítimas inocentes, cada um que aparece tem um papel crucial no desenvolvimento da narrativa. O autor claramente sabe como construir tensão. Ele dosa as informações, mantendo o leitor sempre na expectativa do que está por vir. Ao menos me senti assim em cada conto lido e a maneira como ele descreve o sobrenatural é certeira, muitas vezes deixando detalhes sutis que sugerem algo mais bizarro do que o que é mostrado explicitamente. Esse tipo de escrita, que sugere mais do que revela, é algo que admiro muito! Para aqueles que procuram uma leitura que desafie seus nervos e que os transporte para um mundo onde o medo é uma constante, o livro é a escolha perfeita com suas narrativas rápidas e envolventes. Robert E. Howard não se perde em tramas desnecessárias, preferindo manter o foco na ação e no mistério. Cada conto é construído como um quebra-cabeça, onde o leitor é desafiado a juntar as peças ao lado de Harrison. Essa estrutura narrativa, combinada com o estilo do autor, faz com que o livro seja difícil de largar. E se quiserem mais material do autor, a editora Avec ainda possui dois livros lançados de A canção de Bêlit!!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 29
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Robert Ervin Howard profile picture

    Robert Ervin Howard

    Robert Ervin Howard (22 de Janeiro de 1906 a 11 de Junho de 1936) foi um escritor dos géneros fantasia e aventura histórica. Seus contos eram publicados em revistas pulp. Nasceu em Peaster, Texas, filho do Dr. Isaac Mordecai Howard e Hester Jane Ervin Howard. Sua família morou em várias cidades o Texas sul, leste e oeste, e também no oeste de Oklahoma, antes de estabelecer-se em Cross Plains, Texas, em 1919. Começou a escrever com 9 anos (inspirado nas histórias de Harold Lamb e Talbot Mundy, publicadas na revista ""Adventures"") mas só aos 15 anos começou a escrever profissionalmente, e somente em 1924 quando cursava a academia Howard Payne em Brownwood teve uma história publicada, o conto Spear and Fang (Lança e Presa) apareceu na edição de julho de 1925 da revista Weird Tales. Muitas de suas histórias vieram a ser publicadas na Weird Tales como ("The Hyena" (A Hiena) e "The Lost Race" (A Raça perdida)) e teve sua primeira capa em 1926. Sua inspiração se deve aos contos de horror que ouvia da sua avó e da sua velha tia Mary Bohanoon, e quando criança sempre sonhava ser um bÁrbaro combatendo Roma, tornando-se assim um rebelde contra o mundo civilizado. Escreveu histórias de muitos estilos mas suas criações mais famosas são as do gênero sword and sorcery (espada e feitiçaria) - um gênero de fantasia caracterizado por sua ênfase em combates violentos e intervenções sobrenaturais (deuses, monstros, magos, etc.). Howard criou um dos personagens fantásticos mais populares de todos os tempos; o bárbaro Conan, que fez sua estréia no conto The Phoenix on the Sword em Dezembro de 1932. Para hospedar sua criação Howard inventou a Era Hiboriana, que se trata da própria Terra mas num passado pré-cataclísmico do qual a história atual não guarda lembranças. Outros personagens célebres incluem o rei Kull, o aventureiro puritano Salomão Kane,e o picto Bran Mak Morn. Criou também as guerreiras Dark Agnes de la Fere e Red Sonya de Rogatino, esta última a base para a criação da personagem Red Sonja da editora Marvel Comics. Com Conan e seus outros heróis, Howard criou o género que viria a ser conhecido como “Espada e Fantasia” (sword and sorcery) entre os anos 1920 e 1930. O seu trabalho originou uma serie de imitadores, fazendo de Howard um dos grandes influenciadores no género da fantasia, apenas rivalizando com J.R.R. Tolkien. Em 11 de junho de 1936, aproximadamente às oito da manhã, depois de ficar sabendo que sua mãe provavelmente nunca sairia do estado de coma, Howard se suicidou. Sentou-se no banco da frente de seu carro e atirou na própria cabeça, mas só morreu oito horas depois. Sua mãe morreu no dia seguinte, e compartilharam o funeral. Ambos estão enterrados no cemitério de Greenleaf, em Brownwood. Na manhã do dia de sua morte Howard escreveu este poema, que foi encontrado datilografado em uma tira de papel na sua carteira: Tudo fugiu -- tudo está feito, então levem-me à pira -- O banquete acabou, e as lâmpadas expiram. (estes versos, que pensou-se originalmente ser paródia de um poema de Ernest Dowson" é na verdade parte de um poema pouco conhecido chamado The House Of Caesar de Viola Garvin.)

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    Texas, EUA

    Robert Ervin Howard