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    Credo - Comentário ao Credo Apostólico

    Karl Barth

    Fonte Editorial
    2020
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-13: 9788586671197
    Português Brasileiro
    4.2
    12 avaliações
    Leram12Lendo3Querem28Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos0Desejados28Avaliaram12

    Este livro Credo, escrito por Karl Barth, é uma profunda exegese do Credo Apostólico. Para Karl Barth, o Credo é um ato humano de reconhecimento da realidade de Deus, resposta coletiva, confessional, graciosa, exegética, proclamadora e missionária da Igreja. É, em suas palavras, um “ato de reconhecimento da limitação da Igreja em face aos mistérios da Fé”. O teólogo suíço vincula sua hermenêutica a estreito diálogo com o seu tempo a primeira metade do século XX e sugere que o leitor contemporâneo continue este processo, tornando-se coautor deste estudo, aplicando a concisa formulação produzida pela Igreja nos primeiros séculos do Cristianismo às questões que dominam o mundo atual. Jaime Sant’Anna Karl Barth (1886-1968) talvez o teólogo mais influente de língua alemã do século XX. Filho de um ministro da Igreja reformada e catedrático em Berna, Barth foi ordenado em 1908. Seu reconhecimento da bancarrota ética da teologia protestante liberal durante o seu pastorado em Safenwill, durante a Primeira Guerra Mundial, levou-o a questionar sua própria posição. E, 1919 publicou a primeira edição de Der Romerbrief (Carta aos Romanos). O livro conquistou-lhe uma cadeira de Teologia Reformada em Gottingen e é reconhecido como o início da neo-ortodoxia, ou teologia dialética, ou teologia da crise.

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    Samuel Alves12/02/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Difícil de explicar

    Depois de algumas semanas, alternando com outras leituras, consegui finalmente terminar de ler o comentário do Credo Apostólico de Karl Barth. Como alguém já disse, sua leitura não é fácil como um jornal. Sua abordagem é erudita, quase cirúrgica. Barth divide o Credo por artigos. O primeiro se refere à Deus Pai. Mesmo trabalhando em sentenças, Barth não deixa de olhar para o artigo como um todo. Sua visão sobre Deus como criador deixa claro que ouve em sua mente, como sabemos, uma ruptura com a velha escola liberal alemã. Não economisa citações do catecismo de Heidelberg e não esconde sua visão do Credo relacionado a Dogmática. O segundo artigo se refere à pessoa do Filho. Para meu espanto, Barth tem um discurso ortodoxo sobre o nascimento virginal. Não consegui identificar nada de gritante em sua teologia que divergisse da posição tradicional da Igreja. Além disso, o tempo todo parece que ele tem em mente a tradição como ponto de partida de sua abordagem sobre a obra e pessoa de Cristo. Mas foi no terceiro artigo, falando sobre o Deus Espírito que eu realmente me assustei. Não por que Barth tenha falado algo que não estivesse de acordo com a visão cristã do Espírito Santo. Mas, o me achou atenção como ele descreveu a Igreja como resultado tanto da obra do Filho, como da Obra do Espírito. Por último, uma afirmação que faz esse livro ser mais que recomendado, é a afirmação de Barth de que a Teologia é uma tarefa Eclesiástica. Ao meu ver sua visão apontava para uma teologia feita pela a Igreja e para a Igreja.

    5 curtidas

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    4.2 / 12
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas67%
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    • 1 estrelas0%
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    Karl Barth

    Karl Barth (10 de Maio de 1886—10 de Dezembro de 1968) foi um teólogo cristão-protestante , pastor da Igreja Reformada, e um dos líderes da teologia dialética e da neo-ortodoxia protestante. Nasceu na Basiléia e foi criado em Berna (ambas na Suíça). De 1911 a 1921 foi pastor da aldeia de Safenwil no cantão de Aargau. Lecionou teologia em Bonn, Alemanha, mas, em 1935, recusou-se a apoiar Adolf Hitler e teve que deixar o país, retornando à Basiléia. Tornou-se um dos líderes da Igreja Confessante, grupo oposto ao Movimento Cristão Alemão. Foi o principal redator da Declaração Teológica de Barmen. Originalmente treinado na Teologia Protestante Liberal, desapontou-se com ela devido aos males e horrores da Primeira Guerra Mundial. Em algum momento de sua carreira teológica, migra da teologia puramente dialética e passa a utilizar a analogia da fé. Para ele, a analogia seria a única forma viável de se falar de Deus.

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