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    O Anel de Átila - Um romance sobre o declínio do Império Romano.

    Albert Salvadó

    Ediouro
    2001
    350 páginas
    11h 40m
    ISBN-10: 8500008857
    Português Brasileiro
    4
    32 avaliações
    Leram51Lendo0Querem37Relendo0Abandonos3Resenhas2
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    A partir da narrativa das memórias de Severo, nobre romano, general, senador e embaixador do império que viveu o final do século V, o romance histórico se concentra na história de Átila, rei dos Hunos, guerreiro bárbaro que conquistou e aterrorizou toda a Europa romana, e Gala Placídia , filha do imperador Teodósio, meia irmã e, segundo o autor, amante do imperador Honório , mulher do imperador Constâncio III e mãe do imperador Valentiniano III. Sem dúvida, a verdadeira imperatriz de Roma durante muitos anos. O momento histórico é o da queda do Império Romano do Ocidente e da invasão dos bárbaros nórdicos. A obra aborda a relação entre os invasores bem sucedidos que conhecem outro tipo de civilização e mundo romano, urbano, ´civilizado´. Este romance histórico se desenvolve na Roma imperial, já cristã, que vive a decadência política , militar e, sobretudo, moral. O autor traça um cuidado do declínio de Roma e da vida palaciana, com suas tramas e assassinatos políticos, intrigas de eunucos e relações incestuosas entre os membros da família imperial que é obrigada a negociar e ceder suas filhas aos invasores bárbaros. O título da obra se refere ao anel dado por Severo a sua mulher Julia, e que reaparece misteriosamente no final da história como o anel de noivado que a princesa romana Honória teria enviado ao bárbaro Átila.

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    Rubens Pereira da Silva Filho21/09/2018Resenhou um livro
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    O Flagelo de Deus

    A luta para alcançar o topo do poder. Atropelando a linha sucessória. Sumindo com outros pretendentes, os desacreditando ou provocando duvidas aos direitos sanguíneos. Quando não, algum acidente ou fatalidade encurtava a fila de descentes de Cesar. E depois de conseguir ser coroado com o louro dourado, a batalha agora é manter-se vivo. O livro O Anel de Átila do escritor catalão Albert Salvadó cobre boa parte da dinastia teodosiana, que chegou ao poder quando o império romano declinava. Depois da morte de Teodósio, o Grande, que foi o ultimo governador absoluto de todo o império, seus filhos assumiram. Arcádio ficou com o Oriente tendo como sede Constantinopla e Honório com o Ocidente, tendo a capital no que hoje seria Milão. Nessa divisão as conspirações, disputas por influencia, corrupção, assassinados por interesse politico, vícios desenfreados e guerras nas fronteiras multiplicaram. Ao redor de Arcádio tinha tanta gente falando que ele mal se dava conta que era imperador. A voz mais forte era de sua esposa Élia Eudóxia que era quem na pratica governava. Honório foi nomeado augusto com 10 anos de idade. Teve como comandante em chefe do exercito Flávio Estilicão que não pode evitar o saque de Roma feito pelo rei visigótico Alarico. Depois eliminar alguns usurpadores, no oriente se firmou Teodósio II que se envolveu em varias controvérsias teológicas, pois era fervoroso cristão. Acabou caindo do cavalo e morreu. No ocidente subiu ao trono Valentiniano III, moleque safado que teve sua concupiscência alimentada durante anos, indiretamente e diretamente, pela própria mãe, Gala Placídia. Com isso o imperador ficava afogado nos prazeres e ela exercia os deveres de estado. Nesse ambiente de sobe e morre de governantes e de conflito civil, houve perdas de territórios na África para Genserico rei dos vândalos e o incrível crescimento do exercito huno que Atila e seu irmão Bleda, morto em circunstancia que a historia não esclareceu, proporcionou ao reunir dezenas de tribos e grupos nômades. Tudo isso é narrado em forma de memorias por um general fictício chamado Severo Antonino Bráulio Teodósio que lutou ao lado de Conde Bonifácio, Flávio Aécio e Teodorico, rei ostrogodo que foram figuras históricas documentadas. Romance histórico, que eu particularmente gosto muito, sempre é cheio de nomes, de acontecimentos importantes e lugares que sumiram com o passar do tempo. Às vezes é complicado acompanhar, mas Severo, servindo como testemunha e participante dos eventos, nos guia de forma clara sem muito didatismo. Figuras repugnantes como os eunucos que manipulavam informações as costas dos imperadores, as mães, irmãs e filhas dos governantes servindo de moeda de troca entre os reinos vassalos, a depravação geral e a crueldade sem limites são descritos pelo autor sem exageros. A morte era coisa frequente, banal, no século V. Peste, fome, guerra, hipocrisia e cobiça. Tudo mata. Átila tão temido pelo moribundo império romano morreu, dizem, durante o ato carnal com uma das suas dezenas de esposas... Hummmmmmmmm

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    Albert Salvadó

    Albert Salvadó (Andorra la Vella, 1951) é um escritor andorrano. Destaque para suas novelas históricas, onde mistura realidade, ficção e mistério. Suas obras foram publicadas em vários idiomas (catalão, castelhano, francês, português, grego, tcheco e outros) e ganhou numerosos prêmios. Entre eles: Prêmio Carlemany, Prêmio Fiter i Rossel do Círculo das Artes e das Letras, duas vezes o Prêmio Néstor Luján de novela histórica.

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    Albert Salvadó