Amy And Roger's Epic Detour foi um dos livro que comprei na insanidade do dólar alto e mal podia esperar para falar dele pra vocês. "Mas Bianca, vai resenhar mais um livro que não tem tradução ainda" vou sim, que é pra vocês aprenderem uma segunda língua pra ler ele que vale a pena. E porque talvez alguma editora perceba que a Morgan Matson É DEUSA DA VIDA e publique ela por aqui!
O livro narra a viagem de carro que Amy faz com Roger, um amigo da família. Após a morte do pai, a mãe decidiu mudar de cidade e partiu da Califórnia para Connecticut. Amy ficou na Califórnia até as férias de verão começarem e é ai que ela precisa viajar.
A mãe precisa do carro e não tem como despachar, pois o custo seria muito alto. Mas Amy não está mais dirigindo -- um trauma que tem tudo a ver com a morte do pai -- e para isso a mãe encontra Roger, o filho de uma amiga da família que está indo passar o verão na Philadelphia com o pai.
"Amanhã será melhor."
"E se não for?"
"Então você diz isso de novo amanhã. Porque pode ser que seja. Você nunca sabe, não é? Em algum ponto, amanhã será melhor."
Mas a mãe de Amy preparou um roteiro chato de quatro dias de viagem e os dois jovens, que nunca saíram do estado, decidem fazer um pequeno desvio. Amy porque não tem pressa alguma de chegar no novo lar e muitas feridas abertas para encarar a mãe, e Roger porque está em uma louca missão de encontrar a ex-namorada e resolver os problemas que ficaram pendentes entre eles -- e quem sabe voltar com ela no processo!
Agora, os dois desconhecidos estão presos por intermináveis horas no Liberty da família de Amy, apontando para locais no atlas e dirigindo até eles. No entanto, o que começa como uma forma de negar a realidade para Amy, acaba se tornando uma jornada de cura.
O livro é muito bom, do tipo muito bom mesmo. Não é apenas um romance -- porque grande parte do livro nem houve interação romântica e tudo bem, porque eles ficaram naquele carro por pouco mais de uma semana! É uma história sobre curar feridas, perdoar a si mesma e se encontrar.
"As melhores descobertas acontecem com as pessoas que não estavam procurando por elas."
É uma história que fala muito sobre família e eu confesso que não estava esperando muito por isso, mas adorei. Como estamos dentro da cabeça da Amy, o livro fica dividido entre a viagem e alguns meses atrás, contando aos poucos o que aconteceu com o pai da Amy e como tudo ficou do jeito que estava.
Em alguns momentos eu quis bater nela, porque um dos grandes problemas é que a Amy não conversa com a mãe -- e vice versa -- e há brechas para isso, há brechas para que ela solte como se sente e fale o que realmente pensa, mas ela não faz. E você percebe que isso não foi a autora enrolando, foi uma evolução da confiança e do perdão da Amy para consigo mesma. Foi uma jornada incrível.
Um livro bastante inteligente na forma como foi escrito.
"Dizer adeus é praticamente um convite para nunca mais ver aquela pessoa de novo. É fazer com que seja OK que aquela seja a última conversa de vocês. Então se você não disser -- se você deixar a conversa aberta -- isso significa que você terá que vê-la de novo."
Ele também está repleto de playlists -- que me fez ir atrás de uma música ou outra -- fotos, desenhos... A diagramação é linda e eu me arrependi de não ter comprado a versão em capa dura.
O inglês eu classifico com um nível médio. Uma vez ou outra marquei a palavra para procurar no dicionário, mas no geral foi fácil de entender. A forma com a qual a Morgan escreve é bem leve e simples, o que ajuda bastante.
Por último eu queria dizer que esse livro me deixou louca para cair na estrada e também para gritar para que alguém o publicasse por aqui logo!