Fogo morto -

    José Lins do Rego

    Global
    2021
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9786556120751
    Português Brasileiro

    Lançado em 1943, Fogo morto é considerado por muitos críticos a obra-prima de José Lins do Rego. O livro encerra o que se convencionou denominar, dentro da obra do escritor paraibano, o “ciclo da cana-de-açúcar”, série iniciada pelo romance Menino de engenho, de 1932. A obra é dividida em 3 partes, cada uma delas dedicada a um personagem específico. Na primeira parte do livro, conhece-se as agruras de José Amaro, mestre seleiro que habita as terras pertencentes ao seu Lula, protagonista da parte seguinte da obra e homem que se revela autoritário no comando do Engenho Santa Fé. O terceiro e último segmento de Fogo morto centra-se na trajetória de Vitorino Carneiro da Cunha, que vive em situação econômica complicada, perambulando a cavalo sempre pronto a lutar com suas forças contra injustiças à sua volta. A edição de Fogo morto ora publicada pela Global traz dois textos – um de Mário de Andrade e outro de Gilberto Freyre – publicados pouco tempo depois do lançamento da obra-prima de José Lins do Rego. As análises destacam a posição de destaque que o livro adquiria na história da literatura brasileira.

    Edições (10)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (7)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (177)Ver mais
    Clio picture
    Clio01/08/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nesse livro, José Lins do Rego retrata a decadência dos sistema de engenhos e dos povoados a sua volta. Na primeira parte do romance, temos a figura de José Amaro, homem abrutalhado que só consegue expressar as próprias emoções de forma violenta e dessa forma, afasta mulher e filha. O rancor e o amargor do personagem são o destaque da primeira parte, demonstrando como o povoado começa a morrer junto com o engenho. O coronel Lula é quem comanda a segunda parte, vendo sua vida vazia e a decadência da família espelhando a do engenho. Seus modos autoritários e o arrependimento, talvez seja melhor dizer seu medo de retribuição divina, são os catalizadores de sua ruína. Os últimos suspiros são dados pelo Capitão Vitorino que incapaz de aceitar o destino da região, realiza alguns gestos desesperados de socorro que se revelam inúteis ao fim. É ótimo. Recomendo.

    121 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 2909
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas4%