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    Os mortos permanecem jovens -

    Anna Seghers

    Expressão Popular
    2003
    640 páginas
    21h 20m
    ISBN-11: 858739441X_
    Português Brasileiro
    3.7
    25 avaliações
    Leram36Lendo4Querem118Relendo1Abandonos6Resenhas1
    Favoritos3Desejados118Avaliaram25

    Os mortos permanecem jovens, escrito em 1949, é um dos grandes romances do século 20. Em suas páginas não acompanhamos um herói, mas a impossibilidade e, ao mesmo tempo, a triste necessidade do heroísmo de seguir vivendo. O livro parece até mesmo escrito em nome da tristeza do isolamento imposto a tantos que lutaram para evitar o pior. Anna Seghers, judia, foi uma das mais importantes escritoras alemãs antifascistas a mostrar o nazismo, não só em sua brutalidade extraordinária, mas também na conexão entre a violência de Estado e a ordem capitalista.

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    Rômulo Lopes picture
    Rômulo Lopes24/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    | O prelúdio do terror |

    Anna Seghers foi uma das maiores escritoras a denunciar o horror evocado pelo espírito alemão pós Primeira Grande Guerra. Suas obras desnudam a tomada do poder pelo Partido Nazista de Hitler até a o traumático período da Segunda Guerra. Em, “Os mortos permanecem jovens”, Seghers investiga, com raízes fortemente fincadas na realidade a ponto de emular uma ficção tardia, como se formaram a mentalidade, a essência e a estrutura de combate das criaturas jovens contra a humanidade. Anna enfrenta o terror com uma voz espiritual marcada por uma escrita que podemos lembrar a de Tolstoi, não como similaridade das figuras de linguagem, apesar de terem em comum o romance histórico em sua espinha dorsal, mas como único meio possível de conhecer e se auto-findar iluminando as sombras de uma sociedade que insistiu nas torturas, extermínio e propagação de uma raça superior. A juventude Hitlerista esgarçada em capítulos forçadamente imagéticos pela via histórica. A ficção de Seghers informa peculiaridades que surgem nas histórias descritas, com uma energia que a cada personagem desperta. Os romances pessoais são a porta de entrada para o terror, é como se estivéssemos nas sala, quarto ou nas reuniões desta juventude, cunhada por seus pais, parentes e amigos. E fica a pergunta: Como uma nação perpetua essa realidade? A resposta é, talvez, a própria nulidade, a banalidade da vida se escoando na falta de sentidos culturais e uma forte propaganda nacionalista extremista, que condiciona os lutadores e se associa ao Partido que concede um espírito de limpeza, que na verdade é somente a anulação do outro, fazendo da vida um forte inquebrantável que mostra ao mundo quem possui as rédeas e os costumes. Não foi somente a Primeira Guerra que levou os alemães a esse ódio ao outro, um dos fatores é a própria vida tendo sido germinada num momento em que o horror é a vestimenta. Uma Ideologia cultivada num âmago mortal, examinando o conhecimento após deturpá-lo. A individualidade é colocada em xeque somente na perda e na visão de extermínio, é que sobra a dúvida. O animal retoma sua sensibilidade ética, no entanto, é tarde demais.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 25
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas4%
    Anna Seghers profile picture

    Anna Seghers

    Anna Seghers foi filha única do casal Isidor Reiling e Hedwig Reiling (nascida Fuld), que se identificava com a comunidade judaica ortodoxa. Inicialmente Anna freqüentou uma escola privada, depois um liceu (colégio para moças). Foi voluntária durante a Primeira Guerra Mundial e fez seu Abitur, exame alemão que corresponde ao vestibular do Brasil, no ano de 1920, vindo a freqüentar universidades em Colônia (Köhln) e Heidelberg, estudando Sinologia (Civilização da China), História e História da Arte. Em 1924 apresenta a sua dissertação: Judeus e judaísmo nas obras de Rembrandt. Em 1925 Anna Seghers se casa com o sociólogo húngaro László Radványi. O casal se muda para Berlim onde nasce seu filho Peter. Em 1927 é publicado 'Grubetsch', um de seus primeiros escritos, assinado simplesmente 'Seghers', sem nenhum primeiro nome, o que leva os críticos a assumirem que se trata de um autor do sexo masculino. Em 1928 nasce a sua filha Ruth. Neste mesmo ano surge seu primeiro livro 'Aufstand de Fischer von St. Barbara', no qual ela utiliza pela primeira vez o pseudônimo 'Anna Seghers' - baseado no nome do desenhista holandês Hercules Segers (que mais tarde também passou a ser escrito Seghers), cujo trabalho ela muito admirava. Recebeu, entre outros, o Prêmio Georg Büchner em 1947 e o Prêmio Lênin da Paz em 1951.

    3 Livros
    5 Seguidores

    Anna Seghers