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    Elas marchavam sob o sol -

    Cristina Judar

    Dublinense
    2021
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9786555530315
    Português Brasileiro
    3.3
    98 avaliações
    Leram125Lendo4Querem139Relendo0Abandonos4Resenhas25
    Favoritos1Desejados139Avaliaram98

    Ana e Joan. A primeira é diurna e contemporânea, bombardeada pelo consumismo e por pressões estéticas e comportamentais. A segunda é noturna, influenciada por noções de ancestralidade, ritos de passagem e intuições do inconsciente. Ambas estão prestes a completar dezoito anos e acompanhamos suas histórias em paralelo, mês a mês, até a data de seus aniversários. Mas não se engane: mais do que o relato da jornada de duas jovens mulheres, Elas marchavam sob o sol é um romance sobre violência, perseguição religiosa, perda de liberdade e direitos, além de ser um libelo sobre a necessidade dos ritos, dos sonhos e da ressignificação dos corpos, questionando papeis sociais através da linguagem vibrante e singular de sua autora. “Em Elas marchavam sob o sol, Cristina Judar construiu uma narrativa poética e pungente, numa linguagem-punhal que entra na pele, que tudo desfaz e reordena. Não há como fugir ou sair incólume. Um belíssimo romance, para se ler como quem sonha.” – Carola Saavedra “Cristina Judar possui uma das escritas mais instigantes da literatura contemporânea. Em seu novo romance, ela aborda o que significa ser mulher com uma estrutura narrativa elaborada e complexa. Elas marchavam sob o sol é um livro necessário para nos dar fôlego nos tempos em que vivemos.” — Michelle Henriques

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    Berttoni Licarião06/09/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Leitura 55 de 2021 Elas marchavam sob o sol [2021] Cristina Judar (SP, 1971-) Dublinense, 2021, 160 p. Este é meu primeiro contato com a obra de Cristina Judar, o que é um absurdo considerando que seu romance de estreia, Oito do sete, leva nada menos que a data do meu aniversário no título (quando a tese acabar, essa falta será corrigida). Ironicamente, foi justamente por conta daquela mesma (inacabável) tese que me aproximei deste lançamento: apesar de não se focar na ditadura brasileira, o livro traz alguns capítulos que fazem referência explícita ao período, de maneira que o pesquisador obsessivo que habita este Toni não saberia viver ignorando-o. "Elas marchavam..." é um romance que conta 2 histórias, mas não no sentido da sinopse mais fácil, que diz se tratar de uma narrativa que acompanha mês a mês 1 ano na vida de duas jovens em direção a seus aniversários de 18 anos. O romance conta 2 histórias porque por baixo das narrativas de superfície, Judar cria um universo sub-reptício de violências estruturais e estruturantes das subjetividades dissidentes, sobretudo aquelas subalternizadas pela norma masculina, branca, cristã, cis-heterossexual. Na cadência de diferentes vozes em diferentes tempos e espaços, a autora constrói um corpo-texto-coletivo insurgente que não se deixa aprisionar, cuja inexorabilidade dos capítulos-meses que avançam faz avançar, também, em direção ao passado e ao futuro, um encontro inevitável que é descoberta e libertação. Dando uma volta pelas resenhas que já foram escritas sobre o romance, vi gente apontando certa dificuldade em se conectar ao livro (o que deveria ser tratado menos como defeito do livro e mais como oportunidade para reposicionarmos nossas chaves de leitura). Confesso que passei pelo mesmo, mas a narrativa sempre me fisgava de novo a cada relato de mulheres torturadas pela ditadura brasileira. Ao fim e ao cabo, é um texto que parece mexer com os lugares mais confortáveis da interpretação, propondo outro espaço para o qual a quebra de expectativas e a dissolução de fórmulas convergem e onde se transformam em índice simbólico das formas de narrar o que significa viver sob o alvo da violência de gênero no Brasil.

    10 curtidas

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    3.3 / 98
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas22%
    • 1 estrelas5%
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    Cristina Judar

    Cristina Judar é escritora e jornalista paulistana, autora das HQs “Lina” (Editora Estação Liberdade), “Vermelho, Vivo” (Devir). Na seara da literatura, publicou o livro de contos “Roteiros para uma Vida Curta” e seu recente romance “Oito do Sete” (ambos publicados pela editora Reformatório).

    6 Livros
    4 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Cristina Judar