Como sobreviver ao 8 de março -

    Marcella Abboud

    Editora Letramento
    2020
    34 páginas
    1h 8m
    ISBN-13: 9786559320172
    Português Brasileiro

    Como sobreviver ao 8 de março é um e-book pensado para democratizar a reflexão sobre o Dia Internacional da Mulher na atualidade. Discutida desde 1908 e oficializado em 1977, a data transformou-se numa estratégia comercial que sequestra pautas fundamentais do movimento feminista e apaga o principal objetivo de sua instauração: aumentar a visibilidade sobre os direitos, as conquistas e as ainda necessárias lutas que as mulheres travam todos os dias. O livro também aborda, de maneira leve e concisa, a importância de refletir sobre as estratégias de padronização do "ser mulher" e a imposição de padrões violentos, sob o rótulo de um falso marketing desconstruído. A autora mantém seu didatismo e humor, característicos do Guia Prático do Feminismo também neste novo convite ao diálogo. Para sobreviver ao 8 de março, como nos conta a autora, é preciso começar abrindo mão do parabéns.

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    Thamiris Galvao08/03/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Como sobreviver ao 8 de março

    Eu tenho um orgulho imenso em dizer que essa autora foi minha professora e a Marcella simplesmente ajudou a moldar meu caráter. Foi pura coincidência eu ler esse livro bem no dia 8 de março e eu amei essa sincronia. Esse ebook está disponível de graça na Amazon e eu acho que deveria ser leitura obrigatória (principalmente no dia de hoje), porque dar flores e parabéns é uma forma de desviar a atenção de algo muito mais importante. Não tem nada que eu escreva que vai se comparar as palavras dela então vou colocar o que eu ressaltei. “Quase tudo que por séculos a fio foi dado como base cultural da sua e da minha existência afirmou que nos faltava: seja pênis, seja força, seja capacidade cognitiva, seja massa encefálica, seja objetividade, seja capacidade crítica, seja até alma.” “Na narrativa bem contada do patriarcado, a ausência foi o mecanismo de convencimento de que precisávamos de algo para além de nós mesmas.” “Para sobreviver neste oito de março, é preciso continuar, entre a ironia e a revolta, mas continuar. Entre as dúvidas e os desejos, mas continuar. Sempre conscientes de tudo que somos, completas em nossa existência, unidas pelo primeiro ideal que nos une: a abdicação da culpa e a destruição de toda forma de subjugação. É preciso traçar a nossa própria rota.”

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