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    A TV no armário - A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros

    Irineu Ramos Ribeiro

    Edições GLS
    0
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-14: 9788586755576_
    Português Brasileiro
    3.8
    18 avaliações
    Leram20Lendo3Querem37Relendo2Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados37Avaliaram18

    O jornalista Irineu Ramos está lançando uma visão bem embasada sobre a representação dos homossexuais na televisão nos dias atuais. Em “A TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros” (Edições GLS), o autor faz uma análise de como os gays são retratados na telinha estudando os programas de humor, as novelas e os telejornais. O livro é o resultado de uma pesquisa desenvolvida por Irineu durante dois anos, indicando que as emissoras de televisão brasileira ainda se pautam pelo preconceito e pela falta de informação. A obra mostra ainda a dificuldade e os equívocos que ocorrem quando essas emissoras precisam lidar com as diferenças sexuais na telinha. São 134 páginas divididas em quatro capítulos que problematizam a questão da representação de homossexuais na televisão. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, opina Irineu. O texto é do Hélio Filho

    Resenhas (1)Ver mais
    Anderson Ribeiro picture
    Anderson Ribeiro30/10/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Poderia ser melhor

    Trazendo este paradigma (incrivél como ainda no século XXI a sociedade ainda seja tão conservadora) de sexualidade, Irineu Ramos explica sobre a teoria queer, sua contribuição para a libertação de gênero, identidade. No primeiro capítulo, o autor discorre sem dificuldades - para ambas as partes - sobre a sexualidade e de sua representatividade na sociedade. Para alguns pode ser estranho o autor fazer todo um "arrudeio" para poder falar da TV em si porém, apresentar todo o conceito e história do pensamento queer torna o livro mais claro, objetivo e aberto para todos os públicos - porque quando se fala - em tese de alguma Universidade, as pessoas já olham de maneira diferenciada, devido a dificuldade de ler e interpretar o pensamento (para leigos) e o autor mostra neste livro que todos podem. Depois de criar uma base' sobre sexualidade, Iriineu mostra o desenvolvimento histórico e social, falando sobre as conquistas e repressões que ocorreu com o público gay como o nazismo e o caso de Stonewall. O feminismo, o movimento da contracultura, a parada gay, o dinheiro rosa, entre outros movimentos de liberdade identitária, trabalhando a acensão da classe gay para o mundo. No terceiro capítulo, o autor começa a falar mais enfaticamente da televisão e sua participação da alienação da sociedade. "Ninguém é, de fato, 100% heterossexual ou 100% homossexual" (pag 39). No terceiro capítulo, Irineu trabalha sob as perspectivas de uma mídia presente em todo o território nacional - principalmente a rede Globo - onde assistir televisão já é uma ação cultural. Apresentando foco total na anásile dos meios de comunicação e, principalmente como foi noticiado a Parada Gay de São Paulo, onde a mídia estereotipa o público gay e apresenta uma cobertura do evento de maneira negativa, de toda uma cobertura de cerca de 45 minutos, somente 11 minutos tiveram boa boa perspectiva do movimento gay. Ao ler o capítulo, você compreende como a mídia utiliza ao seu bel prazer e interesse uma total manipulação do conteúdo. No quarto capítulo, o autor faz um recorte de sua pesquisa, trazendo análises dos programas da TV, quais as consequências dessa visão heteronormativa e conservadora que a mídia trabalha. Para finalizar, Irineu fecha com chave de ouro, fazendo uma síntese de tudo que foi dito no livro.

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