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    Horror Clássico - Frankenstein, O Médico e o Monstro & Drácula

    Mary Shelley, Robert Louis Stevenson, Bram Stoker

    Viseu
    2020
    878 páginas
    1d 5h 16m
    ISBN-10: B084DZKSKW
    Português Brasileiro
    4.4
    1514 avaliações
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    Favoritos2Desejados1869Avaliaram1514

    FRANKENSTEIN O livro narra a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais empenhado em descobrir o mistério da criação e que acaba por construir um ser humano – ou monstro? – em seu laboratório. Escrita entre os anos de 1816 e 1817, quando a autora tinha apenas dezenove anos, a primeira edição da obra foi publicada em 1818 de maneira anônima. Posteriormente, o livro foi revisado e republicado em 1831 – edição esta que conta com introdução da autora e é considerada a versão definitiva. O MÉDICO E O MONSTRO Clássico da literatura de mistério, este livro narra a suspeita ligação entre o recatado e elegante médico Henry Jekyll e Edward Hyde, homem de feições grosseiras e hábitos assustadores. A investigação é conduzida pelo advogado Gabriel John Utterson, que estranha o fato de Jekyll deixar sua herança para uma criatura tão sórdida. A obra aborda a dualidade da alma humana, numa narrativa emocionante. DRÁCULA Drácula narra o assustador confronto entre o vampiro mais famoso da literatura, apoiado por sua legião crescente de mortos-vivos, e um grupo decidido a aniquilá-lo, liderado por Jonathan e Mina Harker e o médico holandês Van Helsing.

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    Tamirez Santos picture
    Tamirez Santos17/10/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    FRANKENSTEIN; O MÉDICO E O MONSTRO; DRÁCULA

    Independente de você ser um leitor mais antigo ou mais jovem, é impossível não saber que essas três obras representam muito bem o mundo clássico do terror. Escrito há quase 200 anos, Frankenstein é o mais antigo entre eles, sendo considerado por muitos o primeiro livro de ficção científica da história. E um outro adendo é o fato de ter autoria feminina, em uma época onde o sucesso nesse âmbito não era algo comum ou esperado. Quase 70 anos depois temos a publicação de O Médico e Monstro, um sucesso instantâneo com a crítica que gerou peças teatrais e derivados apenas um ano depois de sua publicação, concedendo assim notoriedade ao autor escocês e sendo o seu romance de maior sucesso. Não muito depois Bram Stoker nos presenteou com o vampiro mais famoso do mundo. O personagem fictício, que supostamente foi inspirado na personalidade de Vlad III, está inclusive registrado no Guiness como o vampiro que mais recebeu menções ou referências nas mídias durante a sua existência. E, claro, inspirou todas as outras criaturas da mesma “espécie” que vieram depois. Todas as três obras receberam diversas adaptações, seja no cinema, no teatro ou na literatura. Nessa edição em capa dura, com uma caixa que cerca o livro principal evidenciando alguns detalhes, a editora Martin Claret reuniu os três títulos com textos revisados e divididos a conceder uma boa experiência de leitura. A edição está muito bonita e foi um adendo especial a minha coleção. Eu já tinha lido Drácula em uma versão pocket, muito anos atrás, mas estava com a história muito apagada na minha memória, assim como as outras duas também. Sendo clássicos dentro do seu gênero e inspirações para muitas obras que vieram depois, acabam se tornando leituras essenciais para qualquer leitor conhecer e, também, encontrar as referências. FRANKENSTEIN Em 1818 Frankenstein ganhou o mundo através das palavras de Mary Wollstonecraft Shelley, uma mulher a frente de seu tempo que também escreveu contos, ensaios, biografias e literatura de viagens. Considerado o pioneiro dentro do gênero, a obra gótica foi um marco na história da literatura e encanta os leitores até hoje. O livro conta a história de Victor Frankenstein, um médico que sempre se interessou fortemente pelas ciências naturais e tudo o que poderia ser conquistado com o seu estudo. A narrativa é conduzida através de cartas do capitão Robert Walton para sua irmã, já que ele estava em viagem quando avistou Victor em um trenó puxado por cães. Ao ser acolhido no navio à beira da morte, o homem começa a narrar a Robert sua jornada desde a infância até o momento onde começou a fazer experimentos controversos que abalaram para frente sua vida. Imagino que a grande maioria de vocês saibam exatamente a que experimentos estou me referindo e o que surgiu de sua tentativa de “brincar de Deus”. O que muitos leitores desconhecem é a real trama da história que já foi contada, recontada e adaptada muitas vezes. Por mais que eu já tivesse tido contato com a obra, ainda fui pega de surpresa em descobrir os detalhes e a real motivação do que aconteceu na história original de Mary Shelley. É por isso que a leitura das obras em sua integridade é importante, pois ao longo do tempo muito vai sendo mudado e nem sempre o que vemos em um filme, série ou qualquer que seja a plataforma, está representando a história de forma fiel. Aqui digo pra vocês que me surpreendi um pouco, pois quando comecei a leitura não tinha nenhuma recordação de ela ser contada através de cartas, muito menos por esse capitão. Nos primeiros momentos até achei que estava lendo a história errada. Depois, bem situada, pude aproveitar o andamento dos fatos e perceber que muito do que eu achava conhecer por certo, estava na verdade um pouco distorcido. O MÉDICO E O MONSTRO Robert Louis Stevenson lançou O Médico e o Monstro em 1886 e logo de cara já cativou muitos leitores. A trama é uma narrativa curta, com menos de 100 páginas, mas que mexe e muito com o nosso psicológico. Nela é trabalhada o conceito de distúrbio de personalidade e o desenvolvimento suscita diversas discussões. Aqui, teremos Richard Enfield contando ao advogado Gabriel Utterson o encontro que teve com um homem estranho, o Mr. Hyde. O caso é que o homem agrediu uma jovem e, para se livrar da situação e “pagar” algo à família, usa um cheque de um respeitável médico da cidade, criando uma estranha e inesperada conexão. Curioso com a situação, Utterson vai consultar o testamento de um velho amigo, e descobre que o Mr. Hyde em questão é o mesmo ao qual o Dr. Jekyll nomeia seu beneficiário em caso de morte. Devido aos fatos ele confronta Jekyll e fica atento a situação, pois acredita que há algo errado. Logo depois disso as coisas fogem do controle e todos são arrastados para uma história que desafia os princípios da ciência e também pode colocar muitas pessoas em risco. Essa foi a história dentre as três que mais me surpreendeu. Eu sabia o que acontecia e mesmo assim me vi tão envolvida com a narrativa que praticamente esqueci já saber o final. E isso é algo incrível, pois mostra o verdadeiro peso que uma obra tem, já que a jornada é tão imersiva que fica até difícil se desprender para fora dela. O livro sendo curto facilita isso ainda mais, pois os fatos não demoram a acontecer e a todo momento há algo em movimento, sendo explorado e mudando o rumo da história. Talvez pra quem não está acostumado com a linguagem mais antiga, começar por esse seja uma boa opção, afinal é mais curto e vai proporcionar também uma adaptação melhor. DRÁCULA Essa obra dispensa apresentações, né? Drácula é um ícone na literatura por ter nos trazido de forma forte essas criaturas sombrias e cruéis que muito anos depois virariam febre entre o jovens. Bram Stoker publicou o livro em 1897, e mesmo se acreditando que ele foi o criador dos vampiros, já haviam outras obras e contos que inspiraram-no a compor seu livro. Escrito de forma epistolar, como os títulos anteriores, a obra remonta a história do Conde Drácula através dos olhos de Jonathan Harker, Mina Murray e também outros personagens. Harker, que é um advogado recém formato vai visitar o conde para ajudá-lo com tramites legais e acaba por descobrir que muitos mistérios cercam esse rico homem. As coisas que ele vê e vive marcam sua alma e ao reencontrar o Conde, algum tempo depois, aliado a situações bem estranhas, Jonathan volta a reviver seus piores tormentos. Do outro lado temos Abraham Van Helsing, o antagonista de Drácula. Ele é um professor de antropologia, especialista em doenças obscuras e um cientista de métodos pouco ortodoxos, que ao se deparar com os efeitos causados nas pessoas sugadas por vampiros, empreende transfusões de sangue e outros métodos. Aqui os personagens se aliam, combinam suas histórias, redefinem duas crenças e partem em busca de uma caçada contra esse ser das trevas. Nesse caso, digo a vocês, minha memória havia sido um pouco corrompida. Há tantas adaptações, tantos recontos, tantas coisas sobre Drácula que chega um ponto em que a história original se perde e se confunde. Então, foi ótimo ter feito essa releitura e posicionado novamente as peças. Porém, tirando o início, achei a trama menos sombria do que eu estava esperando. Imagino que se dê ao fato de que já não tenho mais tanto apego com essas criaturas quanto tive há uma década atrás. Ler esses livros não estava nos meus planos em 2017, mas gostei muito de ter feito a leitura. Quando a gente fala de clássicos há sempre um medo envolvido, mas aqui, a barreira da linguagem não interfere tanto e não achei a leitura de nenhum deles de difícil compreensão. Pra quem consome muita referência, poder conferir a história original é algo incrível pois põe uma nova perspectiva em pauta. Além, é claro, que todos eles possuem críticas à sociedade, nos fazem refletir sobre a natureza humana e escondem em suas tramas de ficção questões importantes a serem analisadas e que talvez não seriam tão facilmente absorvidas se apresentadas de forma não mascarada. Então, caso você tenha curiosidade de ler pela primeira vez ou fazer uma releitura, essa edição está muito bacana. Não achei grandes problemas e o adendo de ter os três livros juntos é uma vantagem, ao meu ver.

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    Mary Wollstonecraft Shelley

    Mary Wollstonecraft Shelley foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da pedagoga e escritora Mary Wollstonecraft. Casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley em 1816, depois do suicídio de sua primeira esposa. <br><br> Mary Shelley foi autora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de literatura de viagens, mais conhecida por sua novela gótica Frankenstein: ou O Moderno Prometeu (1818). Ela também editou e promoveu os trabalhos de seu marido.

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    Mary Wollstonecraft Shelley