Das boas histórias de ídolos e jogos do Corinthians a polêmicas políticas, o livro é uma boa leitura para os amantes do futebol, e principalmente, do Corinthians.
Para as principais torcidas rivais, alguns artigos podem soar bastante irônicos e sarcásticos, o que pode tornar a leitura um tanto incômoda. Para os rivais mais ferrenhos, recomendo buscar outro tipo de livro.
O sempre folclórico Citadini tem uma boa escrita, mas em alguns momentos é demasiada empolada e até caricata, o que pode dificultar a leitura de pessoas do povo, com menos estudo, como é considerada a torcida do Timão.
Os primeiros artigos que tratam de história do clube e de ídolos são verdadeiramente bons, mas quando o livro chega aos tempos atuais, Citadini se posiciona fortemente em alguns assuntos, e como já era esperado, algumas baboseiras foram escritas, como a vigorosa campanha contra o estádio do Morumbi para a Copa de 2014.
Que o estádio não é a solução ideal para representar a cidade de São Paulo neste mega evento, concordamos. Mas chamar o estádio de mambembe e dizer que os estádios da Copa de 1950 possuíam melhor estrutura que o Morumbi já é demais. Outro deslize é questionar a importância arquitetônica do Pacaembu e dizer que uma reforma profunda deveria retirar as piscinas e os ginásios do estádio.
Mas o maior dos absurdos foi o artigo comentando o fechamento do time de Vôlei Bradesco-Osasco, quando diz que é um velório sem choro, sem torcida, em outras palavras, que apenas meia dúzia de gatos pingados se importa com o time. Caro Citadini, fique apenas no universo do futebol e fale besteiras apenas do que você entende!
Dentre boas histórias e opiniões partidárias e esdrúxulas, o livro vale exatamente o que paguei: 5 reais.