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    Tchau, querida - O diário do impeachment

    Eduardo Cunha, Danielle Cunha (Dani Cunha)

    Matrix
    2021
    808 páginas
    1d 2h 56m
    ISBN-13: 9786556160764
    Português Brasileiro
    3.2
    35 avaliações
    Leram51Lendo25Querem73Relendo0Abandonos7Resenhas2
    Favoritos0Desejados73Avaliaram35

    Quando detalhes de uma conversa telefônica grampeada entre Lula e Dilma vieram a público em março de 2016, a frase de despedida de Lula não só virou meme como trouxe um vaticínio: “Tchau, querida”. Semanas depois, em 17 de abril ela iria se tornar realidade e marcar a história política brasileira. Nessa data, 367 deputados votaram a favor da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Festa para a maior parte da população, que se mobilizara aos milhões nas ruas pela saída da então presidente. No centro da votação, um nome teve papel decisivo: o do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que conhece como poucos as engrenagens da casa, seu regimento e interpreta muito bem os movimentos da política. Nesta obra, ele relata os bastidores dessa história, as pressões e os interesses para se abrir ou não o processo de afastamento de Dilma, e o cabo de guerra envolvendo duas outras figuras emblemáticas do cenário político: Lula e Michel Temer, um querendo manter o PT no poder, o outro querendo seu lugar. A corda desse cabo de guerra logicamente era o próprio Cunha. E as conversas com o ex-presidente e o então vice, narradas por Cunha, são imperdíveis. Reuniões com diversos outros atores políticos são apresentadas em minúcias. Cunha expõe as decisões erradas de Dilma, o fogo amigo de políticos aliados e até as consequências em 2016 do apoio do PT ao impeachment de Fernando Collor em 1992. Aponta ainda a causa mortis do governo Dilma, mostrando como ela, além de se enterrar, acabou também enterrando juntos, naquele momento, Lula e o PT. Ao final, elenca diversas propostas para mudar o sistema político do país. Um livro indispensável para entender as entranhas do poder.

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    Rodrigo Mariano da Silva  picture
    Rodrigo Mariano da Silva 01/06/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tchau, querida.

    O livro aborda as articulações políticas, negociações e estratégias adotadas pelos envolvidos no processo de impeachment. Eduardo Cunha relata sua atuação como presidente da Câmara dos Deputados e os bastidores das sessões, enquanto Danielle Cunha compartilha suas reflexões e visão como filha do político. Além disso, o livro também discute o contexto político e social do Brasil na época, abordando temas como a crise econômica, a corrupção e os escândalos políticos que marcaram aquele período. Recomendo a leitura.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 35
    • 5 estrelas11%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas26%
    • 1 estrelas11%
    Eduardo Cosentino da Cunha profile picture

    Eduardo Cosentino da Cunha

    Eduardo Cosentino da Cunha (Rio de Janeiro, RJ, 29 de Setembro de 1958), mais conhecido como Eduardo Cunha, é um economista, radialista, escritor, autor e político brasileiro, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 2022. Ele é ex-Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Exerceu o cargo de Deputado Federal entre Fevereiro de 2003 e Setembro de 2016, quando teve seu mandato cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Eduardo foi Presidente dessa Casa de 1º de Fevereiro de 2015 até renunciar ao cargo em 7 de Julho de 2016, época em que ficou conhecido por ser um dos protagonistas da crise política de 2014 e por ter instaurado e conduzido o processo de Impeachment da então Presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT). Evangélico, membro da igreja Assembleia de Deus (Ministério de Madureira), Eduardo compôs a bancada evangélica na Câmara. Enquanto filiado ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), foi Presidente da Secretaria de 'Telecomunicações' do Rio de Janeiro (TELERJ) durante o Governo Collor, e enquanto filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), comandou a 'Companhia Estadual de Habitação', no mandato do então governador do estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB). Candidatou-se pela primeira vez a um cargo eletivo em 1998, tendo ficado como Suplente de Deputado Estadual do Rio de Janeiro e assumido uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado em 2001. Elegeu-se Deputado Federal pela primeira vez em 2002, ainda no PPB, sendo reeleito pelo PMDB nas eleições de 2006, 2010 e 2014, respectivamente. Cunha foi investigado pela 'Operação Lava Jato' (liderada pelo então juiz Sérgio Moro) e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. Em 3 de Março de 2016, o STF acolheu, por dez votos a zero, em unanimidade, a denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra Eduardo Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tornando-o réu naquele tribunal. Em 5 de Maio de 2016, o plenário do STF, unanimemente, manteve a decisão do então ministro Teori Zavascki, que determinou o afastamento de Cunha de seu mandato de Deputado Federal e, consequentemente, do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados. Acusado de mentir na 'CPI da Petrobras', Eduardo Cunha teve aberto contra si um processo que resultou em sua 'cassação' por 'quebra de decoro parlamentar' em 12 de Setembro de 2016, tornando-o 'inelegível' até o final de 2026. Em 19 de Outubro de 2016, ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal na 'Lava Jato', e em Março de 2017 foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em 18 de Maio de 2017, teve um novo mandado de prisão expedido pela Justiça. Ao final de Março de 2020, teve a 'prisão preventiva' substituída pela 'prisão domiciliar', em razão da pandemia de COVID-19, por estar no grupo de risco da doença COVID-19. Em Setembro de 2020, ele voltou a ser condenado na Operação 'Lava Jato', e teve sua aposentadoria cassada na ALERJ pelo TJRJ. Revogação da Prisão: Em 28 de Abril de 2021, Eduardo Cunha teve a 'prisão revogada' pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O 'habeas corpus' do TRF-4 também determinou a retirada da 'tornozeleira eletrônica'. Em 2022, Eduardo Cunha se tornou 'elegível' novamente, conseguindo concorrer, legalmente, a qualquer cargo político. Ele transferiu seu 'domicílio eleitoral' do Rio de Janeiro, seu estado natal, para o estado de São Paulo, anunciando sua nova candidatura a Deputado Federal por esse estado. Eduardo Cunha obteve apenas 5.044 votos, não conseguindo ser eleito. Em 2022, sua filha, Danielle Dytz da Cunha (19 de Maio de 1987 - Rio de Janeiro, RJ), mais conhecida como Danielle Cunha ou Dani Cunha, concorreu ao cargo de Deputada Federal pelo seu estado natal, Rio de Janeiro, conseguindo ser eleita, pelo partido União Brasil, com 75.810 votos. Eduardo Cunha e Danielle Cunha lançaram, juntos, o livro "Tchau, Querida: O Diário do Impeachment" em 31 de Março de 2021. O livro tornou-se, imediatamente, um sucesso de vendas. https://twitter.com/DepEduardoCunha https://telegram.me/eduardocunhabot https://deputadoeduardocunha.com.br/ https://linktr.ee/deputadoeduardocunha https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Cunha https://www.tiktok.com/@deputadoeduardocunha https://www.instagram.com/deputadoeduardocunha/ https://www.facebook.com/DeputadoEduardoCunha/

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Eduardo Cosentino da Cunha