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    Bangüê -

    José Lins do Rego

    Livraria José Olympio
    1982
    198 páginas
    6h 36m
    ISBN-20: 00000000011XXXXXXXXX
    Português Brasileiro
    4
    408 avaliações
    Leram729Lendo40Querem454Relendo0Abandonos5Resenhas37
    Favoritos0Desejados454Avaliaram408

    agrippino grieco escreve sobre bangüê "... Mas–insistamos–decorrida a primeira parte é que o livro vai tomando um movimento acelerado, um belo ritmo de marcha, sentindo-se plenamente o soberbo talento natural do Sr. José Lins do Rego, que tem como nenhum outro de sua geração o dom da vida, imantando-os horas e horas às suas páginas como um desses companheiros de noitada em hotel do interior que não nos deixam dormir, que nos trazem presos, quase sufocados, às historietas que evocam. Prossiga o Sr. José Lins do Rego. Intensificando-se à proporções que se for estendendo, figurará verdadeiramente entre os enriquecedores da nossa vida intelectual. E fique seguro de que nunca esquecerei os trechos festivos, coloridos, em que o autor corre como um endiabrado pelas suas terras, pelas almas de sua terra, talvez ais inclinado às sensações que aos sentimentos, faltando-lhe possivelmente um certo mistério mas não se lhe percebendo nenhuma indecisão no manejo das cenas essenciais. Mercê de Deus, seus homens falam quase sempre como homens e não como heróis de romance. Precisão infalseável na maioria dos toques realistas. Não é um estilo discursivo e sim palestrado. Fechando o Bangüê, não li um livro. Ouvi a conversa de um dos moços que hoje melhor conversam por escrito no Brasil" [in Gente Nova do Brasil]. "A série de romances de Lins do Rego, começa com Menino de engenho, e continuada com Doidinho, foi este ano acrescida do Bangüê, livro admirável que consagra o seu autor como um grande romancista em qualquer parte do mundo." JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA

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    Antonio Brito picture
    Antonio Brito08/04/2024Resenhou um livro
    0

    Seco como as caatingas do Santa Rosa

    A continuação do rico universo do engenho e o passado, não tão glorioso, do Nordeste de JLD mantém a qualidade e a engenhosidade dos livros anteriores (Menino de Engenho e Doidinho). Entretanto, é na fase adulta que nos identificamos mais com Carlos, Lins do Rego consegue expressar de uma maneira visceral as `matutâncias` deste personagem. Conseguimos sentir o gosto do fracasso, os ódios, amores, exames de consciência e a percepção sofrida do tempo. Tempo esse personagem maior da trama, “O TEMPO” entidade que a todos leva e que a tudo destrói. Levemos como lição dessa obra “Memento Mori”, lembre-se que morrerá. Pois, de fato, tudo que é prezado, sagrado, inabalável um dia cairá e, como no romance, virará um Fogo Morto.

    16 curtidas

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