Texto escrito para os pequenos, em primeira pessoa, com uma personagem bastante incomum a contar sobre o seu dia a dia, aspirações e indecisões. A personagem? Uma cadeira de balanço.
Com as ilustrações belíssimas de Flavio Castellan, o livro traz uma prosa poética sobre o ir e vir dessa cadeira, que caso não fosse tão indecisa, perderia o seu balançar.
Arnaldo Antunes no documentário “Palavra Encantada”, ao falar de sua maneira de escrever poesia diz que se inspira muito na maneira como a criança encara o desconhecido e a sua maneira de nomear as coisas. Um olhar poético que a criança lança sobre os objetos que vai conhecendo aos poucos. Impossível não traçar este mesmo paralelo aqui.
“um vento passou por mim
meus pés voaram no ar
meu corpo fazendo sim
minha cabeça a zanzar
o mundo indo e vindo
tira tudo do lugar.”