A adaptação é fiel ao clássico, o principal destaque, tem poucas páginas, com roteiro e ilustrações um tanto toscos, seja pelo excesso de texto ou concepção gráfica sem rebuscamentos.
Sobre a história, a obra popularizou a lenda das minas do rei Salomão, algo não descrito biblicamente, vindo sua riqueza de acordos comerciais que tinha com nações vizinhas em face da sabedoria sob as bençãos de Deus, recebendo ricos tributos anualmente. Existem lendas inusitadas sobre tais minas e uma delas diz até mesmo que estavam no Brasil.
O autor aproveitou informações do contexto cultural, adaptando-as em livre interpretação. Foram mencionadas as Montanhas de Sulliman, por exemplo, onde estariam as minas, mas estão localizadas na Ásia, como local de peregrinação do Islã, não na África segundo descrição do livro. O contexto africano foi valorizado para ressaltar Allan Quatermain como renomado caçador, algo que perde impacto no contexto atual e por isso talvez não seja personagem de grande projeção midiática como acontece a outros do século 19.
Gosto de informações do contexto de publicação, por isso registro o que vou lendo em paralelo as obras...
Não é aventura que me empolga, idealizada para satisfação do pensamento colonialista, que curiosamente faz uma inversão dos eventos que ocorriam, com a barbárie praticada pelos povos nativos.
Li por curiosidade, valendo a conferida para quem curte o romance,
Macapá, idos da pandemia...