O ar que me falta: História de uma curta infância e de uma longa depressão

    Luiz Schwarcz

    Companhia das Letras
    2021
    174 páginas
    5h 48m
    ISBN-13: 9786557821251
    Português Brasileiro

    Um sensível relato sobre família, culpa e depressão. Luiz Schwarcz carrega consigo a história de uma família que abandonou tudo para fugir ao terror nazista: o pai, húngaro, conseguiu escapar, sozinho, de um trem a caminho do campo de extermínio de Bergen-Belsen, deixando Láios, seu pai, no vagão que acabou por levá-lo à morte; a mãe, croata, teve de decorar aos três anos um novo nome, falso, para embarcar com a família num périplo que os levou primeiro à Itália e depois ao outro lado do Atlântico. Os dois, André e Mirta, se encontraram no Brasil, com as lembranças dolorosas do passado trágico a pesarem sobre a nova vida. Filho único, Luiz, ainda jovem, entendeu ser responsável por expurgar as culpas que André carregava por não ter podido evitar o fim extremo do próprio pai avô do autor , e se via como o elo a manter estável o casamento de André e Mirta, união cheia de silêncio, dor e incompatibilidade. Assumir esse papel, porém, será a fonte de angústias que o acompanharão ao longo de toda a infância, adolescência e vida adulta. Ao recuperar com franqueza estas memórias, Luiz Schwarcz constrói um sensível e detalhado relato de como a depressão e os traumas, próprios e de terceiros, podem tirar o fôlego de qualquer um e permanecer latentes em existências por fora marcadas pela aparência do sucesso.

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    Alexsandro Almeida picture
    Alexsandro Almeida13/11/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Marcante

    Não pude deixar de lembrar dos versos da canção de Altemar Dutra : Meu velho. Música que fez parte da minha infância trabalhando ao lado do meu pai e hoje como vi a nossa relação nessa época... A narrativa que Luiz faz de toda sua infância que ele classificou como curta já a depressão que a suscedeu foi longa ! A relação com sua cultura ( judaica ) com os pais, ter sido filho único, o horror do nazismo e as consequências práticas na vida de seu pai e conquentemente na sua própria, o silêncio qual papel fez na sua vida até os dias atuais... A experiência dos 13 anos de análise, sua bipolaridade e sua depressão ( lonnnnnnggggggaaaa ). O que eu mais gostei é que é uma pessoa comum falando da sua vivência com a depressão e não um profissional falando para um público de aluno e ou profissional.

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