Claro Escuro - Ensaios Sobre Casamento, Divórcio, Amor, Sexo E Outros Assuntos

    Gustavo Corção

    Vide Editorial
    2021
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 6587138160
    Português Brasileiro

    A família é boa, e boa será até o fim do mundo; mas está funcionando mal. Os exemplos entram pelos olhos. Os moços e moças que se queixam da escuridão familiar são hoje legião. Temos de enfrentar com veracidade, e sem romantismos de ufanismo cristão, o triste claro escuro de nosso problema. A família é boa, diremos mil vezes; mas está funcionando mal, diremos duas mil vezes. E quando a família vai mal, tudo o mais — política, economia, moeda, petróleo, indústria automobilística, partidos, imigração, tráfego das ruas, água, pão —, tudo o mais irá de mal a pior. Porque uma sociedade é o que são suas famílias. — Gustavo Corção

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    Márcio Ricardo 26/06/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Até que a morte vos separe.

    Livro dogmático que defende o casamento até que a morte separe os cônjuges. Apesar de concordar com algumas ideias e de poder olhar o assunto por uma pespectiva mais conservadora, o viés é totalmente católico. O autor começa por defender que o homem precisa viver em sociedade. E mais que qualquer outra coisa a família é o bem mais importante do homem, da sociedade e da pátria. Depois passa para a sua defesa contra o divórcio. Eu posso entender as ideias, mesmo que não concorde com elas, mas não tenho paciência quando os argumentos se baseiam em Deus quer isto ou aquilo, os milagres de Jesus aquele outro, porque a Virgem Maria é rainha dos céus e da terra numa pág ( noutra é Maria Madalena ) ou o pecado original. Toma Santo Agostinho como referência máxima e até sugere que tenha sido o maior pensador de todos os tempos. Também passa o livro a desfazer os últimos quatro séculos, a burguesia e o individualismo que chegou com o iluminismo, como se os séculos anteriores fossem melhores. Para quem chama os outros de tolos põe-se muito a jeito. A obra e suas previsões envelheceram mal. Até entendo que quem goste dessas coisas e, tal como o autor sugere, precise de ver a empregada como a mãe de Jesus para ter capacidade de a tratar condignamente, se reveja nessas idéias. Entretanto, esta necessidade de converter os outros à sua fé e às suas regras não seria tão triste se não tentasse enfiar o fato católico a todos. Lamento, é uma roupa que já não me serve. E não voltará a servir.

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