Doidinho (Ciclo da cana-de-açúcar #2) -

    José Lins do Rego

    Global
    2020
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-13: 9786556120164
    Português Brasileiro

    Publicada em 1933, a obra ''Doidinho'' , continuação de ''Menino de Engenho'', traz Carlinhos em um mundo completamente diferente do engenho Santa Rosa. Carlinhos agora é Carlos de Melo, está saindo da infância e entrando na pré-adolescência, enquanto vive num colégio interno, sob o olhar de um diretor cruel e autoritário. Enquanto lida com o despertar de sua sexualidade, sente falta da antiga vida no engenho, e encontra refúgio nos livros. As mudanças na vida de Carlos acompanham as mudanças na história do Brasil. Os engenhos estão sendo trocados por usinas, enquanto há uma percepção de que a mão de obra na cultura açucareira é análoga à escravidão. Com introdução da pesquisadora, crítica literária, autora de literatura juvenil e professora universitária Marisa Lajolo, ''Doidinho'' é a segunda obra do chamado Ciclo da Cana-de-Açúcar de José Lins do Rego. O ano de sua publicação coincide com a da obra ''Casa-Grande & Senzala'' de Gilberto Freyre, de quem José Lins do Rego era amigo.

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    Cristiane Cardoso30/01/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Linguagem simples, história envolvente - difícil de largar.

    O título do livro é o apelido que o menino Carlos de Melo recebeu no colégio... Ele, agora adolescente, foi levado para um internato, daqueles bem rígidos, onde tudo era motivo pra ele ser castigado com uma palmatória. Esses costumes eram baseados em um educação rígida oferecida às elites do país. Os jovens eram levados para essas escolas onde o professor era mais como um ditador em sala de aula, uma máquina de repassar conhecimento, sem sentimentos, sem se preocupar com possíveis traumas que o aluno pudesse ter. Ser disciplinado era necessário para que o indivíduo aprendesse, uma aprendizagem crua e decorativa, onde a principal preocupação era transformá-los em seres humanos responsáveis, bem preparados para viver o seu tempo. Depois de muito sofrimento a gente começa a perceber uma certa "maturidade" aflorando em Carlinhos, que tinha muita vontade de ser um motivo de orgulho para o avô. Largar o livro não foi uma tarefa fácil, me aproximei muito da história. Um livro com uma linguagem simples e uma história bem envolvente. Terminei com aquela sensação de que estava ali no trem com Carlinhos, presenciando suas angústias, ouvindo seus pensamentos. Ouvindo ele me contar toda a sua vida sofrida, poucas alegrias, muita tristeza. Aí ele desce do trem e fico ali, sem saber o que acontecerá com ele? A vida dele não acaba ali, chegando no engenho e tendo que enfrentar todos. Não vai se dar por derrotado. Ele precisa vencer! E ele vai. Eu creio que ele vai... E fica aquela sensação, como se esse momento fosse agora, atual, por que não peguei o contato dele? vou achá-lo no Instagram e acompanhar a vida dele. Rsrsrs. Não Cris, não é real. Aí escuto a voz interna: mas você pode acompanhar. Tem mais livro na sequência. Ôba! E mesmo com minha lista de leitura estando enorme, mas com certeza, irei encaixar mais um e ler a continuação deste Doidinho, Banguê. Nota dez, José Lins do Rego.

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