O que dizer sobre Ryan e James? Que eu os amo? Sim! Que estou triste por ter finalizado a duologia e nunca mais ler nada sobre eles? Sim também! E que, mesmo assim, estou muito feliz por ter conhecido essa história? Com certeza! É assim que me despeço do meu casal de hóquei favorito da temporada. Neste segundo livro, vemos Ryan e James já como um casal, mas um casal dentro do armário. Por motivos profissionais, Wes precisa manter o namoro em segredo, e James, para todos os outros, é apenas o seu novo colega de quarto, um amigo de longa data. Só que esconder algo tão grande não é simples, principalmente quando um companheiro de time de Wes decide se mudar para o mesmo prédio. Aos poucos, essa omissão em público começa a pesar no relacionamento deles, e fica a dúvida sobre se eles vão conseguir sobreviver ao primeiro ano juntos em Toronto. Essa continuação é mais densa e madura que o primeiro livro. É sobre vivência do primeiro relacionamento como adultos e aprender a não deixar que o mundo externo destrua o que existe de melhor entre eles. O desenvolvimento do enredo é coeso, linear e muito bem construído. Cada nuance do relacionamento é apresentado com cuidado, levando em conta os dois pontos de vista. Acompanhamos como, mesmo sem saberem o que fazer, eles tentam fazer o melhor para que dê certo. Diferente do primeiro livro, este não é tão emocionante, mas é mais emotivo. O máximo que dois marmanjos do hóquei possam deixar transparecer. É mais equilibrado nas reações, mais profundo, e aborda temas como depressão, dificuldade de adaptação e desejo de pertencimento. E tudo isso se encaixando de forma genuína à narrativa. Ainda assim, temos os momentos de carinho, cumplicidade e aquela química que só eles têm. Vou sentir falta da amizade, do amor, da parceria e da sem-vergonhice deles. E desejo, de coração, que eles sejam realmente felizes para sempre â¡





