É muito difícil analisar esse livro sem mexer com o meu afetivo. Sempre fui o cara de alma velha desde criança, sempre gostei de músicas dos anos 80 e livros e filmes e fui introvertido toda vida.
E Roxette faz parte da trilha sonora da minha vida desde a infância. Quem teve a sorte de crescer nos anos 90 (©1991 aqui), e acordava cedo pra ir pra escola ou tinha insônia, sem lembra do SBT com a tela fechada, um relógio na tela, e Roxette e Bon Jovi tocando...ou só eu vivi isso? A paixão começou aí, com os clássicos e uns anos mais tarde veio Milk and Toast and Honey em uma novela, eu tinha o CD só por causa dessa música. Enfim...
Aqui a autora acompanha uma turnê do Roxette anos após a descoberta do câncer e então remissão (com muitas sequelas) de Marie Fredriksson, a maravilhosa vocalista. Intercalando capítulos de conversas com Marie contando sobre sua infância humilde na Suécia, sua juventude, até os primeiros passos para fama solo, o encontro com Per (sua dupla) e a formação do Roxette seguido pelo seu sucesso estrondoso.
Eu achei um livro muito sensível, principalmente as passagens com os depoimentos de Marie e sua debilitação pela doença. E quando vinham em lembranças da época do sucesso estrondoso, foi muito difícil não ficar melancólico lendo, ajudado por uma playlist do spotify.
A edição da Belas Artes foi bastante caprichada e sem tantos erros de tradução ou coerência, como foi com o livro do FRIENDS no ano passado. E realmente de me arrependi de não ter comprado a versão em capa dura, que vem como uma foto linda da Marie na contracapa. Caso você ainda não tenha comprado o seu, acho que vale muito a pena a diferença pela edição em capa dura.
Não sei vai agradar aos fãs de biografias em geral, como agradou e falou com o coração desse fã aqui. Acho que vai depender da sua história e relação com as músicas. Sei que esse livro nunca vai sair da minha estante! Coisa rara!