Esse, então, é o livro referente ao mês de fevereiro para o meu desafio pessoal de doze livros por doze meses do ano. E, que diferente. Ainda não consegui captar se é um diferente ruim ou um diferente bom.
Logo que eu abri o sumário eu li: Mowgli. E na minha cabeça de pessoa que cresceu vendo desenhos, eu anexei a história de Mogli com esse livro. Para mim, todos os contos seriam na pegada infantil, infanto-juvenil e etc... (por causa do Mogli).
Mas, eu me enganei com o quão pesados foram os contos. Na verdade, a palavra correta nem é pesado, toda essa antologia são de contos mais maduros e eu tive um choque bem grande, justamente por achar que seria algo nessa pegada mais infantil. Enfim, fui tapeado. E talvez, essa minha ideia tenha sido o fator determinante para que esse livro tenha pegado a nota que eu dei.
Falando sobre os contos, alguns deles são muito bons, outros bem ruins. Eu não consegui me situar direito e foi uma bagunça mental. E depois, pesquisando um pouquinho. Eu descobri que alguns dos contos de Rudyard Kipling, viraram desenhos. No caso Mogli e o que dá nome à coletânea.
E depois de ler O Homem Que Queria Ser Rei, eu prefiro bastante O Caminho Para El Dourado (e nem é uma animação que eu goste).
Creio que eu fui com expectativas muito altas ou uma ideia na minha cabeça que esse livro era uma coisa, quando, na verdade, foi outra completamente diferente e acabou que eu me decepcionei bastante.
Quote:
"Certas ligações estabelecidas e cristalizadas no decorrer de meia dúzia de estações quase adquirem a santidade do vínculo matrimonial, e como tal são reverenciadas. Por outro lado, ligações igualmente antigas e, sob todos os aspectos, igualmente respeitáveis parecem nunca obter um status oficial reconhecido; ao passo que um relacionamento ocasional, nascido há menos de dois meses, finca raízes no local que por direito pertence ao mais antigo. Não há lei impressa que regule esses casos".
Para O Homem Que Queria Ser Rei e Outras Histórias (o nome enorme, misericórdia), eu dou três estrelas e meia.