Surpreendente a edição, reformulando o clássico de Stoker de maneira curiosa. A leitura tem sido magnética e fico numa divisão entre gostar e detestar os desdobramentos.
Em linhas gerais, Drácula sofre com maldição, não por ser um vampiro, mas por acreditarr que não pode vivenciar o amor. A história tem várias surpresas, como outra origem do vampirismo que carrega e porque ama tantas mulheres. É uma busca que, diga-se de passagem, encontrou em Mina tudo que desejava. Ih, rapaz! Chega de spoiler, né!
O que não curti é que nessa idealização passional de Drácula, alguns personagens perderam a força e grandeza que lhes foram atribuídas por Bram Stoker. Fala sério! Que Jonathan Harker mais idiota e, principalmente, que Van Helsing é esse?
Olha, não quero deixar registro final que é leitura fenomenal (uns podem gostar disso, detestar aquilo e se amarrar ou não nas ilustrações, de evidente toque feminino - não estou dizendo algo pejorativo, só referenciando a sensibilidade da ilustradora Neide Harue em sua pegada romântica nas concepções).
Gostar ou não é relativo, mas certamente instiga a leitura.
Ah, registro também frase sobre as buscas do Drácula:em seus encantos e desencantos (tipo um porquê às buscas, mesmo com tantas desilusões no que considera maldição):
"...só quando nos falta é que percebemos o quanto nos é importante a presença de alguém..."
Leitura em Macapá, no contexto da pandemia...