Há tempos eu acalentava o interesse em conhecer a obra de Marx mas tinha medo de encarar a obra original logo de cara. Eis que surge na minha vida esse maravilhoso livro kkkkk.
Essa belezinha é dividida em 6 tópicos: Alienação; Mercadoria e capital; Fetichismo, para além da mercadoria; Ideias e representações; Crises econômicas e História e revolução.
Cada tópico é composto de um texto, ou melhor dizendo, um artigo que explora a essência do conceito apresentado no título mesclando-o com algumas impressões do próprio Marx: "O capital fez de Marx a principal referência no campo socialista já no final do século XIX e ao longo de todo o século XX. Apesar disso, Marx não concordava que seu nome fosse dado a uma vertente política e teórica. No final da vida, irritava-se com o termo marxista, que começava a circular. Marx expressou claramente essa posição em conversa com seu genro Paul Lafargue (1842-1911), a quem declarou: o certo é que eu mesmo não sou marxista[11]. Marx não era discípulo de si mesmo, não era obrigado, por deveres de coerência, a manter uma opinião que depois considerasse errada ou ignorar aspectos da realidade que não se enquadrassem no que já havia dito e escrito. Era o autor de seu pensamento, cuja força advém justamente do fato de nunca estar acabado, cristalizado, enrijecido. Adequada ao mundo contraditório e mutante, a obra teórica e prática de Marx possui a plasticidade que a mantém viva, a despeito de ter sua morte tantas vezes decretada."
Apesar da complexidade dos temas, Grespan consegue nos instruir de forma tão clara e atraente que eu me senti lendo um romance desses que não dá vontade de largar. Recomendadíssimo!!!!