A Cidade e as Serras -

    Eça de Queiroz

    Clube do Livro
    1977
    186 páginas
    6h 12m
    ISBN-10: 9721030791
    Português

    A Cidade e as Serras é a última obra de Eça de Queirós. Publicada em 1901, após sua morte, coube ao amigo e escritor Ramalho Ortigão decifrar seus manuscritos, revisar e emendar alguns trechos. Escrita com base no conto "Civilização", de 1892, A Cidade e as Serras", opõe dois estilos de vida: o urbano e o rural, representados por Paris - cidade-luz, considerada na época, o exemplo de civilização e modernidade - e Tormes - pequena cidade portuguesa onde o progresso ainda não havia chegado. Trata-se da obra que mais reflete a civilização industrial originária do movimento do qual Eça fez parte: o Realismo. Assim, a obra serve de pretexto para criticar os efeitos que a revolução industrial e a urbanização acelerada haviam processado nas sociedades durante o século XIX. Obra de inegável atualidade, leva-nos à reflexão a respeito dos canhestros progressos dos tempos modernos e da suposta precariedade da vida em meio à natureza.

    Edições (60)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (12)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (197)Ver mais
    Clio picture
    Clio21/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Cidade e as Serras pode ser considerado o último grande 🤬 #$%!& para Paris. Não é de hoje que criticamos o gosto em terras tupiniquins por tudo o que é estrangeiro, mas essa estranha mania foi herdada de nossos antepassados lusitanos que por sua vez aderiam ao modo de vida francês, participularmente o parisiense, em sua própria época. Eça de Queirós expõe a debilidade da vida urbana e suas consequentes mazelas que hoje vemos exarcebadas em nossas próprias cidades causando estafa, depressão e outras tantas doenças físicas ou psíquicas. A cura que o autor preconizava é a mesma de nossos médicos, o afastamento do que nos causa mal. Jacinto de Tormes é o representante da nobresa portuguesa que tem essa epifania na história e se muda para o interior de Portugual. A crítica comum de Eça aparece aqui em sua forma mais contundente: a necessidade de se manter e renovar os valores lusos e sua sociedade para impulsionar novamente a nação. Por pura apreciação, a escrita de Eça continua sendo ímpar na literatura com seu dinamismo e leveza. Recomendo.

    103 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 6011
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas34%
    • 2 estrelas18%
    • 1 estrelas9%