"Pessoas normais" é o livro da minha vida, meu conforto, a melhor coisa que já me propus a ler. É individual, tocante e muito único pra mim. É algo que sei que nunca será igual pra quem eu indico, mesmo achando fenomenal.
Saber que "Pessoas normais" tem um conto antes mesmo do livro de fato existir me deixou tocada. Não só porque foi uma novidade pra mim, mas porque também escrevi um conto verdadeiramente bom que acho que daria um ótimo livro. Com isso retomamos como todo o meu universo com "Pessoas Normais" é intimo.
A Sally tem um jeito de escrever o básico de maneira poética que me lembra a minha romantização barata do mais do mesmo. A maneira como ela descreve a relação deles fragmentos de menos de duas linhas em uma singela ida ao dentista. Deixa tudo encaixado e ensaiado como uma apresentação de ballet, isso que deveríamos configurar como talento.
No fim, é lindo, e eu continuo gostando dos seus finais abertos. Não existe um ponto final, e com isso crio um próprio mundo para Connell e Marianne.