Ela é a herdeira do trono, a guardiã da floresta azul, a princesa de Elsseria, e uma criatura das trevas. Liah não conhece sua origem, tampouco o tipo de sangue que corre em suas veias. Asfixiada em uma sociedade que muito espera dela, embarca em uma aventura para se encontrar, embora o que ela possa descobrir a assuste ainda mais. Este livro o levará a um mundo de magia, ameaçado por um inimigo lendário, onde uma princesa diferente tenta encontrar seu lugar e um jovem capitão se apaixona pela pessoa errada. Um mundo onde seus habitantes defenderão com fúria, resgatando antigas alianças e forjando novas. Um lugar para sonhar.
A princesa de Elsseria (Lendas da Floresta Azul) -
Leslie G.
Rápido e com uma trama envolvente
Originalmente publicada em espanhol, A Princesa de Elsseria é o primeiro volume de uma série de livros focada nos personagens relacionados a Floresta Azul. Esta floresta é citada várias vezes neste volume, por ser localizada no reino de Elsseria, que é onde grande parte do livro se passa. A princesa de Elsseria, Liah, é uma criatura desconhecida, adotada pela rainha de Elsseria. Ela é amada e se sente bem vinda no reino, porém também sente uma certa estranheza por não saber suas origens e ver que não há respostas para a pergunta "quem ela é?". O Reino de Elsseria tem magia e criaturas dos mais diversos tipos, mas o que vem sendo despertado em Liah é o mais diferente que ela já viu. O livro também tem Derek como protagonista. Ele é um humano que vai representar seu povo indo ao Reino de Elsseria, como parte de um acordo feito entre os povos. O encanto que ele sente ao se deparar com Liah, já nos deixa ciente de que pode haver um romance entre eles. Porém, nem tudo é simples. Após a chegada de Derek, o que quer que esteja despertando em Liah fica ainda mais forte. Assim, as coisas acabam ficando mais feias e ela precisa sair de seu reino em busca de respostas sobre si. Liah não inicia necessariamente uma busca, ela age com um desespero enorme, que lhe confunde em alguns momentos. Por esse motivo, ela embarca em algo desconhecido. Tudo começa a ficar frenético a partir daí. Há relatos de algo perverso ocorrendo em Elsseria, e não há registros do que pode ser. Liah também tem sonhos recorrentes onde mostra algo igualmente perverso em seus sonhos. Não parece algo que esteja conectado, mas é certo que algo grande está por vir. Com esse abalo no reino, acabei ficando apreensiva logo quando tudo começou a dar errado. A fuga de Liah, o quase romance interrompido, a sombra de algo cruel espreitando Elsseria, fizeram com que a leitura corresse para mim. Um livro de fantasia costuma ser cheio de elementos que enchem a mente do leitor, e esse não foi diferente. Contudo, a linguagem acessível facilita a agilidade da leitura. Claro que torci para Derek e Liah terem um romance, contudo, a história possui vários pontos que são explorados. O conhecimento de novas culturas foi um dos aspectos que mais gostei. Nas andanças de Liah, ela encontra outros povos, que me conquistaram, assim como fizeram com a protagonista. O prenuncio de guerra também deixa o enredo mais sombrio, mas nada tão desolador que não possamos suspirar de alegria em outros momentos. O plot sobre quem Liah realmente é não me pegou tanto de surpresa, pois já desconfiava, e não fiquei nenhum pouco decepcionada com as confirmações de minhas suspeitas. O final conseguiu me pegar sim de surpresa e mal pude ter um momento de alívio nos momentos finais da história, tamanha minha apreensão. Para mim, os acontecimentos ocorreram na medida certa, com noa dose de romance, amizade, magia e aventura. Me apaixonei pelas descrições de Elsseria e também pelas características de Liah, que possui cabelos azuis grandes, e chifres de marfim na cabeça. Na capa do livro há uma silhueta que é referente a Liah, assim como a Floresta Azul em volta dela é representada. Essa arte de capa me deixou com uma sensação de algo misterioso, que é o que vemos sobre Liah. Neste primeiro volume, a história foi principalmente sobre Liah, porém nos demais livros terão outros personagens como protagonistas, com todas as histórias se passando no mesmo universo.
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