Discurso da Servidão Voluntária -

    Étienne de La Boétie

    Montecristo Editora
    2020
    102 páginas
    3h 24m
    ISBN-10: B08P9V4KBQ
    Português Brasileiro

    O Discurso da servidão voluntária de Étienne de La Boétie é uma análise política sobre a obediência. Afirma que estados e governos são mais vulneráveis do que as pessoas imaginam e podem entrar em colapso em um instante: assim que o consentimento dos governados é retirado. Esta é a fascinante tese defendida por La Boétie. Em tempos que corporações e governos ampliam de forma nunca antes imaginada o controle e poder sobre a população, este livro, escrito há quase 500 anos, é verdadeiramente o traço profético de nossos tempos. O conciso texto tem uma importância vital para o leitor moderno – uma importância que vai além do puro prazer de ler uma grande obra original sobre filosofia política, ou, para o libertário, de ler o primeiro filósofo político dessa escola. O autor antecipou Jefferson, Thoreau, Arendt, Gandhi e Luther King. O ensaio tem profunda relevância para a compreensão da história sendo o grande inspirador da desobediência civil. Como é possível ir de um mundo de tirania para um mundo de liberdade? Exatamente devido a sua metodologia abstrata e atemporal, La Boétie oferece perspectivas vitais sobre este eterno problema, afirmando que os estados e governos são mais vulneráveis do que as pessoas imaginam. Podem entrar em colapso em um instante: assim que o consentimento dos governados é retirado.

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    Alcinéia Parreiras de Azevêdo22/01/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Étienne de La Boétie, no Discurso sobre a Servidão Voluntária, mostra que na modernidade as coisas que possuímos acabam nos possuindo e só nos resta à ilusão da escolha. “Acaba por ser natural tudo o que o homem obtém pela educação e pelo costume; mas da essência da sua natureza é o que lhe vem da mesma natureza pura e não alterada; assim, a primeira razão da servidão voluntária é o hábito: provam-no os cavalos sem rabo que no princípio mordem o freio e acabam depois por brincar com ele; e os mesmos que se rebelavam contra a sela acabam por aceitar a albarda e usam muito ufanos e vaidosos os arreios que os apertam.” O autor aponta que a única forma de fugir dessa sujeição é pelo estudo e pelo saber, pois estudando bem as coisas passadas, podemos conhecer melhor o futuro e o presente, não se limitando a olhar só para o que têm adiante dos pés, olhamos também para trás e para frente. Desta forma, ainda que a liberdade se perdesse por completo e desaparecesse para sempre do mundo, não deixaríamos de imaginá-la, de senti-la e saborear; a servidão, por muito bem disfarçada que aparecesse, nunca seria coisa boa. Tendo a consciência de que os livros e a doutrina, mais do que qualquer outra coisa, dão aos homens a capacidade de se conhecerem e de odiarem a tirania.

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