Ao chegar ao final de Os Miseráveis, senti profundamente a dor do afastamento entre Jean Valjean e Cosette. Valjean, tomado pelo peso de seu passado e pelo medo de manchar a felicidade de Cosette, decide se retirar da vida dela após seu casamento com Marius. Ver um amor tão puro ser silenciado por um sentimento de culpa me tocou profundamente.
À medida que a história avança, acompanhei com angústia a descoberta de Marius, que finalmente entende quem Valjean realmente é — não um criminoso, mas um homem que salvou sua vida e dedicou toda sua existência ao bem. A culpa e o arrependimento de Marius são palpáveis, e torci para que ele e Cosette conseguissem reparar o erro.
O reencontro final foi emocionante. Valjean, já fraco e à beira da morte, pôde ver que seu amor por Cosette não havia sido em vão. Senti uma mistura de tristeza e paz ao vê-lo partir, rodeado de gratidão e amor, encerrando sua trajetória de sofrimento e redenção com dignidade e ternura. Um final que me marcou profundamente pela força da compaixão e do perdão.