Fanatismo Ideológico - As Origens dos Cultos Revolucionários

    Albert Mathiez

    Avis Rara
    2021
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9786559570027
    Português Brasileiro

    Quem acompanha o noticiário político e cultural observa a imensa variabilidade de formas com que o movimento revolucionário se faz presente. Embora haja, por exemplo, uma relação de identidade entre os antigos trabalhistas e os novos progressistas, o cerne dos respectivos discursos é bem diferente. Se os revolucionários de ontem falavam em neoliberalismo, reforma agrária, distribuição de renda e direitos do trabalhador, os de hoje concentram-se em questões de divisões identitárias: raciais e de gênero. Os de ontem combatiam intolerâncias, corrupção e perseguições políticas; os de hoje não se envergonham de fechar os olhos para os escândalos, se for para defender sua causa ideológica. Por maiores que sejam as diferenças de conteúdo discursivo entre o revolucionário do passado que combatia o capitalismo com um fuzil e aquele que combate o machismo com um iPhone, a forma do culto que um e outro praticam é exatamente a mesma. Quais são as crenças e práticas comuns dos revolucionários? Neste clássico, publicado na França em 1904 e pela primeira vez no Brasil, o historiador Albert Mathiez apresenta um profundo estudo sobre o fanatismo político, que foi a base para sua tese de Mestrado na Universidade de Sorbonne. Ao examinar os cultos das Revoluções Francesa e Bolchevique, sua obra consegue lançar luz sobre outras revoluções e também a política contemporânea. Este livro funciona como uma lanterna na selva escura. Ferramenta indispensável para quem deseja compreender a era em que vive, saber do que fala e agir com propriedade. Depois de lê-lo, você não verá o mundo com os mesmos olhos.

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    Marcus Vinícius16/09/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    A revolução contra o cristianismo

    O movimento revolucionário teve na revolução francesa, em 1789, a sanha de ruir as bases do cristianismo e usando o laicismo como bandeira além da das ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, fomentou a infiltração das ideias revolucionárias na igreja tanto católica como protestante. A perseguição cristã, com certeza teve um combustível primoroso com essa fatídica revolução. O processo persecutório que observamos hoje, em várias partes do mundo, vem de longe e o livro trás isso como um dos pontos dos chaves do fanatismo revolucionário.

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