Minhas impressoes sobre o livro.
Há alguns dias fiz uma viagem emocionante à Portugal com o livro: "Máquina de fazer espanhóis" do escritor Valter Hugo Mãe. Uma história linda, triste e engraçada. É daqueles livros que ao terminar deixa saudades e eu me senti órfã, pois queria continuar com os personagens. Os pontos principais abordados são: velhice, perda da mulher amada, o abandono, o final da vida, religião, política, amizades e família - a família que não é de sangue. Eu não conhecia esse escritor e tive dificuldade na leitura, pois uma das características dele é não usar letras maiúsculas. Sou uma leitora conservadora (kkk ) mas não fico bloqueada, se o livro é bom vou em frente. E como valeu a leitura. Se houve lágrimas? Ahh sim, em alguns momentos não teve como evitar. Um outro momento que adorei no livro foi o escritor mencionar o poeta Fernando Pessoa e criar o personagem Esteves do poema "A tabacaria." Amei essa parteâ¤â¤â¤â¤ Também gostei muito de conhecer alguns fatos portugueses, da época que Portugal era governado por Salazar. Esse governante assumiu o poder em 1932 como chefe de governo ( Primeiro Ministro), implantando a ditadura salazista. O protagonista nos conta um pouco do dia a dia e das dificuldades nessa época, quando seus filhos eram pequenos e ele era um barbeiro. Havia perseguições politicas, medidas antidemocrática e muitas outras dificuldades que um governo ditador causa. E aí vamos compreendendo o porquê do título "Máquina de fazer espanhóis " Recomendo a leitura. Sinopse da editora:Em a máquina de fazer espanhóis, seu romance mais recente, Valter Hugo narra a história de António Jorge da Silva, um barbeiro de 84 anos que depois de perder a mulher, passa a viver num asilo. Sozinho, mas sem sucumbir ao pessimismo, Silva se vê obrigado a investigar novas formas de conduzir sua vida.

