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    Degeneração -

    Fernando Bonassi

    Record
    2021
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9786555871845
    Português Brasileiro
    3.5
    33 avaliações
    Leram38Lendo3Querem101Relendo0Abandonos3Resenhas9
    Favoritos2Desejados101Avaliaram33

    Com uma narrativa seca e dura, Degeneração é um romance sobre o atual momento do país, desde a ditadura militar até seus reflexos na ascensão de Bolsonaro ao poder. Fernando Bonassi, roteirista, dramaturgo e escritor, é uma das vozes contemporâneas mais importantes que temos. Seus textos — roteiros, peças, romances e contos — registram, sob o olhar privilegiado de quem conhece as mazelas da sociedade brasileira, os vários revezes pelos quais o Brasil passou. Degeneração, seu novo romance, narra a saga de um filho que precisa liberar o corpo do pai que acaba de morrer e está no necrotério de um hospital público de São Paulo, às vésperas da eleição que colocará Jair Bolsonaro e a extrema direita no poder. A partir desse pano de fundo, o narrador-personagem se vê então diante de um confronto íntimo protagonizado pela figura do pai, o que o leva a fazer uma retrospectiva da história dos dois, de sua infância, remontando desde a um episódio traumático a que o pai o submeteu até a descoberta de que o mesmo, na ditadura, agiu como delator e assistente de torturadores, colaborando para um batalhão da PM. Degeneração é o retrato dos subúrbios brasileiros, habitados por uma classe média baixa que luta, se defende e sobrevive com todas as armas que possui, flagelada pela violência e pela falta de perspectivas. É também uma leitura contundente sobre a história do Brasil, da ditadura ao momento atual, em que o país permitiu a ascensão de Bolsonaro, da extrema direita e das milícias ao poder.

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    Resenhas (9)Ver mais
    Danilo Vieira picture
    Danilo Vieira07/09/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    DEGENERAÇÃO

    Uma tragédia que vivemos denunciada num romance, entre filas, senhas, salas de recepção um filho aguarda num necrotério a liberação do corpo de seu pai que no passado foi estelionatário, e informante da polícia na ditadura. A prestes eleição presidencial de um capitão reformado do exército que sente saudade da ditadura e não gosta de mulheres, nem de homossexuais, nem de negros num governo de milicianos avalizado pelo exército nacional. ... Tá passada ? Leia Fernando Bonassi. . . Degeneração Fernando Bonassi Ed. Record

    3 curtidas

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    • 2 estrelas15%
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    Fernando Bonassi profile picture

    Fernando Bonassi

    Fernando Bonassi (São Paulo, no bairro da Mooca, 1962) é um escritor, roteirista, dramaturgo e cineasta brasileiro. Formado em cinema pela USP, tem se destacado pela narrativa versátil, transitando pela literatura e pelo audiovisual com a mesma fluidez. Sua primeira peça é de 1989, As Coisas Ruins da Nossa Cabeça, ainda inédita no palco, mas que ganha adaptação para o cinema, por Di Moretti e Toni Venturi, intitulada Latitude Zero, filme protagonizado por Débora Duboc, em 2001. Estréia no teatro com Preso Entre Ferragens, em 1990, espetáculo dirigido por Eliana Fonseca. Sobre sua estréia, comenta a crítica e repórter Beth Néspoli: "Texto teatral escrito por Bonassi, depois de ele ter presenciado um terrível acidente numa estrada de Cuiabá, Preso entre Ferragens ficou na gaveta do autor por dez anos, por ser considerado de difícil montagem. No entanto, personagens em situações claustrofóbicas e no limiar da tragédia já começam a tornar-se sua marca registrada". Em 1996, transpõe para o palco seu romance Um Céu de Estrelas, dirigido por Lígia Cortez, ganhando o prêmio de melhor texto na Jornada SESC de Teatro. No mesmo ano, o romance ganha versão cinematográfica nas mão da diretora Tata Amaral, tendo Leona Cavalli como atriz principal. A adaptação foi assinada por Jean Claude Bernardet e Roberto Moreira (Prêmio de melhor filme nos Festivais de Biarritz, Brasília e Trieste em 1997). Vencedor da bolsa do Kunstlerprogramm do DAAD - Deutscher Akademischer Austauschdienst, passou 1998 escrevendo o volume de contos intitulado O Livro da Vida, em Berlim. Seu romance Subúrbio teve os direitos comprados pelo DAAD, tendo também sido adaptado para o teatro no mesmo ano. Ainda no mercado alemão, em 2000 foi lançado seu livro infanto-juvenil Uma Carta Para Deus. Em dramaturgia, uma de suas criações cênicas mais notáveis até o momento, foi Apocalipse 1,11, espetáculo de 2000 inspirado no Apocalipse, de São João, último episódio do livro bíblico, junto ao Teatro da Vertigem de Antonio Araújo. Também merece destaque o texto Woyzeck desmembrado, desenvolvido em parceria com o ator Matheus Nachtergaele. Em cinema, merecem destaques suas co-autorias dos roteiros de Cazuza - O Tempo Não Pára e Carandiru. Seu curta-metragem O Trabalho dos Homens recebeu os seguintes prêmios: melhor roteiro no Festival de Cinema do Ceará e no Rio Cine Festival, além dos prêmios de melhor roteiro, melhor direção e melhor filme no Festival de Gramado. Além de escritor, roteirista e dramaturgo, Bonassi também atua como colunista do jornal Folha de S. Paulo desde 1997. Atualmente, integra o quadro de contratados da Rede Globo, onde desenvolve projetos em parceria com Marçal Aquino.

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    São Paulo, Brasil

    Fernando Bonassi