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    A classe operária tem dois sexos - Trabalho, dominação e resistência

    Elizabeth Escobar de Souza-Lobo

    Expressão Popular
    2021
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9786558910145
    Português Brasileiro
    4
    13 avaliações
    Leram34Lendo17Querem163Relendo0Abandonos3Resenhas5
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    Esta terceira edição comemorativa dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos – trabalho, dominação e resistência, publicada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com a Expressão Popular, evidencia o pioneirismo de Elisabeth Souza Lobo Garcia na introdução de pesquisas comparativas entre trabalho feminino e masculino, na trilha criada por Heleieth Safiotti (1979) e Eva Blay (1978) que destruíram a aparente visão homogênea dos estudos sobre a classe trabalhadora, até os anos 1970, com análises inovadoras sobre a condição feminina e o trabalho das mulheres. Esta coletânea de artigos e ensaios teóricos de Elisabeth Lobo sobre a mulher brasileira no mundo do trabalho no período dos anos 1980, teve sua primeira edição, como obra póstuma, no final de 1991, quando a socióloga pesquisou as transformações econômicas, sociais e políticas da classe trabalhadora na região industrial do ABC paulista, com enfoque para a desnaturalização da divisão sexual do trabalho, como face da exploração feminina na linha de montagem e da diferenciação da participação da mulher na luta sindical. A obra foi organizada por Beth Lobo em torno de três grandes temas: estudos sobre a sociologia do trabalho; reflexões sobre questões metodológicas; e análises sobre as mulheres nos movimentos sociais. Em 2011, a Fundação Perseu Abramo publicou a segunda edição, com uma longa apresentação de Helena Hirata, Leila Blass e Vera Soares com a contextualização da produção intelectual da autora, na qual demonstram que, interessada em compreender as formas de resistência à dominação, de enfrentamento da passividade, Elisabeth criou uma reflexão original para analisar as respostas dos dominados, capaz de vislumbrar nas práticas cotidianas de operários e operárias elementos de ampla transformação social. A Fundação Perseu Abramo e a Expressão Popular, nessa edição comemorativa dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos, prestam homenagem às companheiras que, no exercício da pesquisa social e popular tiveram suas vidas ceifadas: à Elisabeth Lobo, que nos legou uma visão do feminismo na perspectiva da classe trabalhadora, e Maria da Penha Nascimento Silva, que nos legou o necessário trabalho de base e a dedicação em construir nos mais longínquos rincões, a organização popular.

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    Giovanna Bem Borges07/06/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    quanto mais eu penso nesse livro mais eu gosto dele. li principalmente por indicação da minha orientadora e incialmente achei que não faria muito proveito porque não estudo sociologia do trabalho e muito menos América Latina, mas tem alguns insights ótimos que tem me ajudado muito a pensar melhor questões metodológicas que encontrei em outras autoras. gostei bastante da escrita da souza-lobo e a pesquisa é bem fundamentada.

    6 curtidas

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    4 / 13
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    Elizabeth Escobar de Souza-Lobo

    lisabeth de Sousa Lobo nasceu em 1943, na cidade de Porto Alegre. Graduou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1963, e concluiu sua pós-graduação em 1979 na Universidade de Paris VIII Vincennes – Saint-Denis, com a tese Crise de domination et dictature militaire au Brésil. Coordenou o programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da USP e integrou o Programa de Pós-Graduação em História Social do Trabalho da UNICAMP como Professora Visitante. Além da vida universitária, engajou-se em diversas frentes de luta: movimentos sociais e feministas, sindicatos, partidos etc., tendo uma notável militância feminista.

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Elizabeth Escobar de Souza-Lobo