Hector, uma criança de oito anos, que após um trágico acidente, renasce numa nova dimensão repleta de possibilidade, personagens que parecem terem saído de desenhos animados e com missões À cumprir.
Mesmo o livro sendo narrado por uma criança, achei um tanto controverso, pois ao mesmo tempo que Hector (também chamado de Mil Nomes) tem uma compreensão muito clara, objetiva e bem evoluída, ele tem seus momentos de incompreensão e inocência, características típicas de uma criança.
Mil Nomes é o verdadeiro nome de “Hector” que é chamado assim, pois já teve mais de mil vidas. E, acreditem se quiser, um menino que quando vivia na terra tinha 8 anos e retorna a sua dimensão com a mesma aparência e “corpo infantil”, tem duas esposas, que seriam a representação do bem e do mal.
As descrições dos personagens são claras e fáceis de imaginar e as ilustrações contribuem com a imaginação, eles realmente parecem saídos de animes japoneses.
A narração é feita em primeira pessoa pelo personagem principal e quando ela é feita pelo lado “infantil” de Hector, a leitura flui bem e arranca algumas risadas do leitor, mas quando ela é feita pelo lado “adulto” da personalidade dele, parece que ela perde o ritmo.
Outra coisa que identifiquei, além da forma alusão a elementos da cultura japonesa, são referências à diversos desenhos e filmes clássicos e de conhecimento popular, como Matrix (que nunca assisti) e Homem Aranha.
Esse livro sinceramente não me pegou num bom momento, pois mistura elementos umbandistas, espíritas e hindu, além de requererem uma autorreflexão e concentração que atualmente não está disponível em mim. rs
Esperava que a leitura fosse algo mais leve, bem infanto-juvenil, já que é repleto de ilustrações ao estilo mangá, mas achei a história complexa, pois retrata sobre a origem do universo, livre arbítrio, vida após a morte.
Em momento algum o autor nega que haverá questões à se refletir, mas achei que tudo seria descrito de uma forma mais inocente, bem infantil, mas acontece justamente o oposto. Ele necessita de uma compreensão mais adulta e sinceramente não indicaria esse livro à uma criança, apesar das ilustrações serem lindas e chamativas. Os diálogos seriam muito complexos para o discernimento de uma criança, faltou uma classificação adulta.
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http://www.psychobooks.com.br/2012/01/resenha-mil-nomes-o-guardiao-do-infinito.html