Por mais estreita que fosse a amizade entre a família do Conde de Piratini e do Visconde de Pelotas, Rômulo Calmon e Lúcia não podiam ser incluídos em tal vínculo. O filho do conde e a filha do visconde não conseguiam conviver de forma civilizada desde que nasceram e ao atingirem a juventude ainda tinham suas rusgas. Rômulo sonhava com a vida de aventuras prometida pelo irmão, o libertino e solteiro convicto Edmundo Calmon, que o levaria em breve para o Rio de Janeiro a fim de desfrutar a vida. Lúcia aproveitava ao máximo a calma e a liberdade da vida no campo enquanto sua mãe preparava um grande baile para apresentá-la à sociedade carioca, em pleno coração do Império. Enquanto a jovem dama seguiria uma vida respeitável e conquistaria um bom partido, o jovem cavalheiro sonhava em se tornar um libertino e assim, mais um solteiro convicto da família Calmon. O destino estará de acordo com esses planos ou seus propósitos guiarão Rômulo e Lúcia por outros caminhos?




