Pais, filhos e outros bichos -

    Raul Drewnick

    IBEP
    2008
    47 páginas
    1h 34m
    ISBN-13: 9788534222563
    Português Brasileiro

    Se você estranhou o título do livro Pais, filhos e outros bichos, o autor, Raul Drewnick, explica: "Ele é um tributo a todos os cães e gatos que tive e que, como acontece em tantos e tantos casos, acabaram se incorporando à família e fazendo parte legítima dela". Quem conviveu com animais domésticos reconhecerá nas crônicas deste livro o quanto as relações familiares, suas alegrias e dramas são também vividos pelos animais e como não seriam os mesmos sem eles. Quem não os teve, experimentará na leitura dessas páginas o quanto os bichanos são fundamentais na vida de tantos de nós. Afinal, o autor soube encarnar com rara sensibilidade essa realidade - tão rotineira, mas quase invisível, não fosse o seu olhar.

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    Henrique Luiz Fendrich08/09/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Raul Drewnick e as historinhas da infância

    Também entre os livros de crônicas altamente recomendáveis para leitores em formação está o belo “Pais, filhos e outros bichos” (Lazuli Editora), de autoria de Raul Drewnick, cronista da RUBEM. Sob aparência simples, o pequeno livrinho guarda 15 histórias ternas e muito bem construídas, a maioria envolvendo crianças e animais de estimação. Raul cria personagens infantis convincentes e os coloca em enredos singelos e comoventes. Assim é o caso do menino de família humilde que ainda não decidiu se Papai Noel existe, o do outro menino que pegou no sono enquanto aguardava que lhe dessem comida para a ceia, o dos meninos que queriam matar a lagartixa que andava pela casa para compensar o leite que deixaram derramar no fogão, ou o dos meninos que preferiam um gato inacreditavelmente pequeno a uma piscininha de plástico. Há também histórias divertidas, como a do filho que faz uma pergunta difícil ao pai, surpreendentes, como a da curiosa paixão de Lúcia Helena, pungentes, como “Pardal, bem-te-vi ou canário?” e dilacerantes, como “Os bandidos de amanhã”, que, de forma bem criativa, retrata o cenário para as crianças em um bairro miserável da periferia. Nas duas últimas crônicas, Raul assume a primeira pessoa da narrativa e passa a contar episódios da sua própria infância. O desfecho com “Deus na pensão da Barata Ribeiro” parece justificar a sensibilidade do cronista com os problemas sociais. Um texto tocante, como, de resto, toda a coletânea.

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