A garota na teia de aranha (Millennium #4) -

    David Lagercrantz

    Companhia das Letras
    2015
    618 páginas
    20h 36m
    ISBN-10: B00YCPOW3A
    Português Brasileiro

    Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem "Você foi invadido" piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. Que hacker seria capaz de algo assim? Para o leitor que acompanha a série Millennium, criada por Stieg Larsson, só há uma resposta possível: Lisbeth Salander está de volta. Mas por que Lisbeth, uma hacker fria e calculista que nunca dá um passo sem pesar as consequências, teria cometido um crime gravíssimo e provocado um dos maiores especialistas em segurança dos Estados Unidos? É o que se pergunta Mikael Blomkvist, principal repórter da explosiva revista Millennium, além de amigo e eventual amante de Lisbeth. Mas Blomkvist precisa lidar com seus próprios demônios: afundada numa crise sem precedentes, a revista foi comprada por um grupo que pretende modernizá-la. Nada mais repulsivo ao jornalista que prefere apurar e pesquisar suas histórias a ceder às demandas e ao ruído das redes sociais. Ainda assim, há tempos o repórter não emplaca um de seus furos, e por isso não hesita em sair no meio da madrugada para atender a um chamado que promete ser a grande história de sua carreira. Presos a uma teia de aranha mortífera, Lisbeth e Blomkvist terão mais uma vez que unir forças, agora contra uma perigosa conspiração internacional. Uma volta em grande estilo da dupla que mudou para sempre os romances de mistério e aventura.

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    Raphaela Rezende Nogueira Rodrigues picture
    Raphaela Rezende Nogueira Rodrigues31/08/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Quase bom.

    Após ler alguns autores suecos e me surpreender com o machismo retratado nos livros (por inocência e ignorância não esperava ver retratado esse problema em um país conhecido por ser mais igualitário), quando achei o primeiro livro da trilogia Millennium ("Os homens que não amavam as mulheres") fiquei curiosa com o título e resolvi ler para saber do que se tratava. Conforme lia toda a Trilogia, ficava claro (ao menos em minha interpretação) que o pano de fundo era de fato a misoginia existente naquela sociedade, mas dessa vez existia uma crítica, não um simples retrato. Por mais mulheres poderosas que existissem como personagens, a boçalidade de alguns personagens masculinos era evidente. Lisbeth é uma personagem fascinante, inteligente, introspectiva, desconfiada e sem igual, artigo raro se tratando de literatura escrita por homem. Mas Stieg Larsson faz a crítica por meio de seus livros e demarca sua posição através de toda sua narrativa. Esperei muito para ler esse quarto livro e sabia que não deveria compará-los, mas creio ser impossível. Minha nota foi 3 pois eu esperava mais. Esperava que a crítica continuasse, que Lisbeth tivesse um papel mais central (ainda que tenha quase toda a ação e bravura, além da inteligência), mas senti como se esse livro fosse a continuação da história narrada pela versão cinematográfica americana do "Os homens que não amavam as mulheres" (que recebeu várias críticas por escantear a Lisbeth). Com partes cansativas, diálogos sem graça e até mesmo a inclusão de um personagem que não foi desenvolvido (atentem para um personagem machista odioso dos livros anteriores) e logo depois descartado, com Lisbeth expondo dúvidas (ela falaria daquela forma?) e se "abrindo" de forma mais cordial do que seria esperado dela. Sim, eu comparei os livros. Dei a nota 3 pois apesar de toda a minha crítica, foi bom rever alguns personagens queridos. Por isso não é decepcionante, mas quase. É impossível não pensar que Stieg Larsson poderia ter feito algo muito melhor. Mas já que é o que temos, eu vou ler os livros que vierem apenas para continuar a saber um pouco mais da vida inventada dos personagens, ainda que a vida "real" deles tenha sumido junto ao autor original.

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