Um convite para a guerra pela paz no socioimaginário.
O autor cria um curto-circuito, um revirão, conectando extremos contra a polarização do liberalismo ocidental pós-moderno e o imperialismo estadunidense que empurra o mundo para o niilismo.
A civilização é distrinchada de uma perspectiva dissidente da hegemonia cultural e diagnosticada com um mal que precisa ser combatido de maneira sofisticada em diferentes âmbitos, os quais são desafiadoramente citados em tom de abertura de possibilidades, porém em contraposição do paradigma vigente.
Não é uma obra fácil para quem não tem familiaridade com filosofia política e muitas inferências são jogadas sem necessariamente estarem justificadas pela estrutura explanativa. O que pode sugerir saltos lógicos ou acidente de uma eventual falta de polimento ao conectar textos pré-prontos de circunstâncias anteriores das quais podem ter sido originadas.
Inclusive, apesar de se pretender não-dogmática deixa algumas especificações que não necessariamente retratam o cerne da Quarta Teoria Política apresentada pelo mesmo cabendo uma cautelosa diferenciação entre QTP 'per se', embora em construção de um certo "duginismo" o qual o autor acaba enviesando.
Particularmente, acho interessante como provocação, no bom sentido, aos mais variados atores sociais. E é lamentável que a opinião de muitas pessoas já tenham sido previamente envenenadas, tanto por Olavistas, como parte de uma conspiração contraditória, quanto por alguns esquerdistas que reduzem o movimento ao fascismo para não precisar debater.