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    Por que as mulheres tem melhor sexo sob o socialismo - e outros argumentos a favor da independência econômica

    Kristen Ghodsee

    Autonomia Literária
    2021
    246 páginas
    8h 12m
    ISBN-13: 9786587233499
    Português Brasileiro
    4.1
    50 avaliações
    Leram62Lendo14Querem198Relendo0Abandonos0Resenhas10
    Favoritos4Desejados198Avaliaram50

    Em um artigo irreverente que viralizou na internet, Kristen Ghodsee, aclamada etnógrafa e professora de Estudos Russos e do Leste Europeu, argumentou que as mulheres tinham melhor sexo sob o socialismo. O engajamento nas redes foi imenso – claramente ela articulou algo que muitas mulheres sentiram por anos: o problema é com o capitalismo, não conosco. Neste livro, Ghodsee explora, de forma espirituosa e ferozmente inteligente, porque o capitalismo é ruim para as mulheres e como, quando bem feito, o socialismo leva à independência econômica, melhores condições de trabalho, melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal e, sim, sexo ainda melhor. Abordando todos os aspectos da vida profissional da mulher, como sexo, relacionamentos, cidadania e liderança, disparidade salarial, assédio e discriminação, a autora apresenta uma perspectiva em que está cada vez mais claro que o capitalismo não regulamentado prejudica desproporcionalmente as mulheres e de que o socialismo é uma grande ferramenta para superar essas questões. Após longos anos de pesquisa sobre a consequência da transição do socialismo de Estado para o capitalismo, Ghodsee nos presenteia com um guia completo sobre um caminho a se seguir: ao rejeitar os lados negativos e salvar seus aspectos positivos, podemos adaptar algumas ideias socialistas ao século XXI e mudar a vida e a situação das mulheres na sociedade contemporânea.

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    Bruno Palmeiras picture
    Bruno Palmeiras05/01/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Como quem “ganha” uma guerra controla a narrativa

    A autora deixa bem claro que como os EUA e o ocidente, após a queda do muro de Berlim e do fim da URSS controlaram a narrativa que tudo que aconteceu nos países ditos socialistas (não vou entrar no mérito se foram mesmo socialistas aqui) não servem para nada e tudo que vem do capitalismo e ocidente é lindo, sem problemas. Um ponto importante aqui é que ela ressaltava diversas vezes que a repressão e o genocídio, principalmente do período de governo do Stalin, têm que serem criticados SEMPRE. Outro ponto importante é que ela deixa claro que aborda relações heteroafetivas, mas comenta sobre os problemas da comunidade LGBTQUIA+ nos países “socialistas”, mas claro que há muitos problemas nos países capitalistas também. Alguns pontos muito interessantes que o livro aborda: - Como mulheres tinham um melhor sexo (é o título do livro, né? Hahha) em países “socialistas” porque elas eram mais autônomas, trabalham e não precisavam, em suas relações afetivas, praticamente vender sexo por dinheiro. Isso mesmo, quantos casamentos eram e são baseados nisso até hoje na sociedade patriarcal capitalista? - Como durante a Guerra Fria os EUA tiveram que expandir o acesso a educação e ao tal mercado de trabalho a mulheres (porque os países “socialistas” o faziam ) porque estavam “ficando para trás” em número de pessoas capacitavas para participar desta merda de guerra. - Como ainda há correntes do partido republicano estatunidense que defende o fim sufrágio universal para continuarem reforçando a sociedade patriarcal machista e homofobica. Alguns pontos que discordo da autora(além da discussão se URSS e os países seguidores desta potência eram realmente socialistas: - Ela trata países da Escandinávia como socialistas de estado. JAMAIS!!! São países que sim, priorização mais o bem-estar social que outros, mas a custas de exploração de pessoas, meio ambiente e animais em outros países. E o tema imigração também é bem complicado, além do crescimento de grupos de extrema direita. - Ela defende a evolução do capitalismo para este estado de bem-estar social e com equidade de gênero. Mas como já escrevi no ponto acima como chegaram no primeiro ponto e o segundo é IMPOSSIVEL no capitalismo.

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    Kristen Ghodsee

    Kristen Rogheh Ghodsee é uma etnógrafa americana e professora de Estudos Russos e do Leste Europeu na Universidade da Pensilvânia. Ela é conhecida principalmente por seu trabalho etnográfico sobre a Bulgária pós-comunista, além de ter contribuído para o campo dos estudos de gênero pós-socialistas.

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    Kristen Ghodsee