Os assassinatos na rua Morgue -

    Edgar Allan Poe

    Antofágica
    2021
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9786586490343
    Português Brasileiro

    Este é Monsieur Dupin: um honrado cidadão de Paris que, usando apenas a observação aguçada e a lógica, desvenda casos considerados insolúveis pelas autoridades. Em “Os assassinatos na rua Morgue”, mãe e filha são assassinadas em um apartamento fechado, sem qualquer sinal de arrombamento. Depois de ouvir gritos estridentes, vizinhos entram e saem da cena do crime, cada um com uma especulação diferente sobre quem teria sido o assassino. Mas só Dupin encontra as chaves desse enigma. Sua fama se espalha pela cidade, e ele é convidado pelo comissário de polícia para investigar o desaparecimento de uma jovem vendedora de perfumes. Dessa vez, para solucionar “O mistério de Marie Rogêt”, Dupin sequer precisa sair de casa: recortes de jornal bastam. Em “A carta roubada”, nosso “detetive” demonstra uma argúcia ainda maior. Um documento desaparece, e qualquer denúncia às autoridades levaria à revelação de seu conteúdo comprometedor. Mas, para deixar tudo mais interessante, a identidade do criminoso não é um segredo, e Dupin é desafiado a roubar a tal carta de volta – na esperança de que mereça cem anos de perdão. A nova edição da Antofágica, traduzida por Isadora Prospero, traz ilustrações exclusivas de Fernanda Azou e apresentação de Adriana Cecchi, criadora da plataforma multimídia de conteúdo Redatora de M*%$#. Nos posfácios, Daise Lilian, professora de literaturas de língua inglesa (UFCG), contextualiza a obra de Edgar Allan Poe, e Bruno Paes Manso, jornalista e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (USP), analisa a influência da obra de Poe em nosso imaginário sobre o crime, a lei e a ordem. Alberto Mussa, premiado autor policial brasileiro, assina um ensaio sobre a influência intelectual e afetiva de Edgar Allan Poe em sua trajetória.

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    Leila de Carvalho e Gonçalves  picture
    Leila de Carvalho e Gonçalves 24/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os Três Casos De Dupin

    Edgar Allan Poe (1809-1849), um dos primeiros contistas norte-americanos, não é só considerado o maior expoente do horror gótico, como também um dos precursores da ficção científica e o criador da literatura policial moderna, isto é, tal qual ela é conhecida hoje em dia. Sinteticamente, trata-se de uma rara unanimidade de crítica e publica cuja pátina do tempo não conseguiu sombrear a importância, pelo contrário, é impossível adquirir um pertinente conhecimento do cânone literário passando incólume pelo seu nome. Este livro reúne suas narrativas policiais que se distinguem pela presença do francês C. Auguste Dupin. Ele é o protótipo do detetive particular brilhante que coadjuvado por um amigo jamais nomeado, narrador de suas aventuras e desprovido de uma inteligência acima da média, formam uma dupla modelar. A bem da verdade, eles inauguram uma longa lista de parcerias detetivescas da qual também fazem parte celebridades como Holmes e Watson, Poirot e Hastings. Entretanto, raramente uma história de outro autor “consegue oferecer o mesmo toque especial de horror e absoluto caos que Poe é capaz de nos proporcionar”. (Adriana Cecchi, Apresentação) Quanto aos contos, eis o trio na ordem cronológica de publicação: * Os Assassinatos Na Rua Morgue (1841): Narra os macabros homicídios de mãe e filha. Antecipando o crime do quarto fechado, ele exige um pensamento analítico para a resolução do enigma. * O Crime de Marie Rogêt (1842-1843): Apresenta a recriação ficcional de um assassinato que realmente ocorreu. Empregando a ciência forense da época, fundamenta-se na atenção aos detalhes. * A Carta Roubada (1844-1845): Gira ao redor de uma o roubo de uma correspondência de conteúdo comprometedor em que a vítima já sabe quem o praticou. Nesse caso, a problema é encontrar a tal carta, mas a limitada perspectiva de quem a procura pode colocar em risco a investigação. Já sobre a edição, como é recorrente no catálogo da Editora Antofágica, ela destaca-se pela excelência do conteúdo e a qualidade tanto do e-book como do livro físico. Vale atentar para a boa tradução de Isadora Prospero, e as ilustrações adequadamente soturnas, em branco e preto, de Fernanda Azou. Já na Fortuna Crítica, Alberto Mussa dá uma aula sobre Poe e literatura policial, tira todas as dúvidas em “Eu, Leitor de Poe”, contudo não deixe para trás os outros textos: * “Racionalidade, Cachimbo e Ordem” - Bruno Paes Manso. * “Poe: O Pai Da Literatura Policial Moderna?” - Daise Lilian Bom entretenimento!🕵️‍♂️

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