Em contos singelos, retratados na era vitoriana, este pequeno livro nos transporta para um período em que as mulheres não tinham voz, eram tratadas como menos do que seres humanos, como se não tivessem inteligência, como se suas opiniões não fossem relevantes o suficiente para serem ouvidas.
Nos são apresentados doze contos e, ao final, um texto espetacular sobre a escritora Emília de Freitas e o que o cenário brasileiro do final do século XIX e início do século XX representava para mulheres destemidas, que ousavam e quebravam os padrões. Neste mesmo contexto, encontramos todos os demais contos. Histórias de meninas, jovens e mulheres que não se contentavam com a vida que lhes era imposta, com suas posições de apenas filhas, mães e esposas subservientes. Mulheres que lutaram para alcançar seus sonhos ou ver os sonhos de suas irmãs alcançados. Mulheres corajosas, cujas histórias, fictícias ou não, representam a luta de muitas que deram tudo de si para que as gerações futuras tivessem mais chances, respeito e espaço do que elas jamais tiveram. Os sentimentos proporcionados por esta leitura foram de gratidão, perseverança e orgulho por pertencer ao incrível Clube das Mulheres Livres.