História da Comuna de 1871 (Assim Lutam os Povos) -

    Hippolyte Prosper-Olivier Lissagaray

    Expressão Popular
    2021
    608 páginas
    20h 16m
    ISBN-13: 9786558910244
    Português Brasileiro

    Esse livro A história da Comuna de 1871, de Hippolyte Prosper-Olivier Lissagaray, que a Editora Expressão Popular acaba de publicar em parceria com a Adunirio – filiada ao Andes-SN – é uma obra clássica, que teve uma edição no Brasil pela editora Ensaio, em 1991, por ocasião dos 120 anos da Comuna. Na Apresentação desta obra, o professor Paulo Douglas Barsotti destaca que “as classes dominantes capitalistas sempre cobriram com um manto de obscurantismo a história dos trabalhadores e, em especial, de seus movimentos revolucionários. A Comuna de Paris de 1871 é um capítulo exemplar dessa ‘conspiração do silêncio’, que ignora a primeira revolução vitoriosa dos trabalhadores e tenta jogá-la na vala comum do esquecimento. Evento histórico banido da maior parte dos livros de história no Brasil e no mundo, ou, quando muito, referido em poucas linhas como a “revolução horrenda” e minimizada sua importância”. Essa obra – conforme descreve Eleanor Marx Aveling, filha de Karl Marx, no texto de Introdução à primeira edição inglesa, em 1886 – “é a única história autêntica e confiável que já foi escrita do movimento mais memorável dos tempos modernos. É verdade que Lissagaray foi um soldado da Comuna, mas ele teve a coragem e a honestidade de falar a verdade. […]. E é esta imparcialidade, este cuidado em evitar qualquer afirmação que possa ser considerada duvidosa, que deve recomendar esta obra aos leitores ingleses”. Eleanor Marx destaca que não basta que sejamos claros quanto às ‘atrocidades’ da Comuna. “É tempo de as pessoas compreenderem o verdadeiro significado desta Revolução; e isto pode ser resumido em poucas palavras. Significou o governo do povo pelo povo. Foi a primeira tentativa do proletariado se autogovernar”. Segundo ela, o estabelecimento da Comuna não significava a substituição de uma forma de dominação de classe por outra, mas sim a abolição de toda a dominação de classe. “Significou a substituição da produção capitalista pela verdadeira cooperativa, isto é, a comunista, e a participação nesta revolução dos trabalhadores de todos os países significou a internacionalização, e não apenas a nacionalização da terra e da propriedade privada”. E, nas palavras do próprio autor, a Comuna “foi apenas um combate de vanguarda”, que não teve tempo “para desenvolver suas ideias nem suas legiões […], mas que potente vanguarda, que durante mais de dois meses manteve na expectativa as forças coligadas das classes governantes; que imortais soldados os que, nos mortais postos avançados, respondiam ao versalhês: estamos aqui pela humanidade”. Assim é essa obra ajuda conhecer essa história a partir da perspectiva de um de seus participantes ativos. É uma forma de aprendermos com a história e com a luta dos que vieram antes de nós para conseguirmos avançar na construção de uma sociedade sem classes.

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    Júnior Oliveira picture
    Júnior Oliveira01/08/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A primeira vez a gente nunca esquece...

    Nesse minucioso e intenso relado sobre o que foi a primeira experiência de um governo verdadeiramente popular aos moldes socialistas, somos intensamente provocados com sentimentos de euforia, decepção, angústia, raiva, furor e emoção. Sob um prisma crítico e muitas vezes irônico, o autor nos permite entender os acertos e erros cometidos por uma população parisiense que ousou sonhar e que, assim, fora violentamente perseguida e massacrada pela coalizão das classes dominantes. Uma monumental primeira experiência que deixou, além de tudo, um sentimento de esperança no coração dos justos.

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